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Tuesday, March 31, 2009

Radiohead, em São Paulo (ou Como o Destino Tentou me Impedir de Assistir ao Melhor Show da Minha Vida, Mas Não Conseguiu)

Hey!

E finalmente aconteceu. Depois de anos sofrendo com a especulação dos jornalistas, angustiados com o famoso e recorrente "esse ano vem", os fãs brasileiros puderam presenciar uma apresentação ao vivo do Radiohead. Como não podia deixar de ser, eu, Breno Tamura, Igor e mais milhares de apreciadores da boa música, comparecemos ao show aqui de São Paulo, na Chácara do Jockey. O clímax de uma jornada pessoal que apesar de de não ser emocionante o suficiente para inspirar um blockbuster daqueles de arrecadar milhões em um único fim de semana, ao menos serviria fácil como roteiro de algum filmezinho mediano (mas divertido) de sessão da tarde.

O primeiro sinal de complicação surgiu na confirmação de que a banda realmente viria para o nosso país tropical, em meados de novembro/dezembro do ano passado: a venda dos ingressos não só seria antecipada em meses, como iria custar de 200 reales por cabeça (isso para caras tontos/honestos que, como eu, não têm carteirinha falsa de estudante).

Escravo dos altos e baixos da vida de freelancer, estava sem grana e já encarava a possibilidade de ficar de fora do evento quando dois amigos (Julia e Marcão) muito gentilmente se voluntariaram a me emprestar a exorbitante quantia. Por pouco não rodo logo na largada. O engraçado é que a ficha demorou a cair. Por um bom tempo tratei a ocasião como um acontecimento qualquer. Como se fosse algo do tipo, "mãe, tô indo lá na padoca ver um inglês doido que resolveu tocar violão na esquina".

Ingresso comprado, ingresso guardado na gaveta de meias e cuecas. Até me acostumei a dar uma olhadinha no dito cujo vez ou outra. Só para ter certeza que ainda estava lá.

Enfim, o tempo passou e o final de semana derradeiro chegou. Ansiedade no talo, combinei de me encontrar com o Igor na Avenida Paulista. Depois nos encontraríamos com mais alguns amigos e iriamos todos de jipe para o show. Esquema perfeito.

Separei a grana, escolhi uma música legal no mp3, peguei meu ingresso pensando "pelo menos por hoje, esse pedaço de plástico é a coisa mais valiosa que eu tenho" e sai em direção ao metrô. Quando cheguei na boca da bilheteria e coloquei a mão no bolso para pegar o dinheiro da passagem, dei falta da única coisa que não podia faltar: o ingresso, claro.

Refiz o caminho uma vez e nada. Voltei para casa e nada. Fiz o caminho mais uma vez e nada. Revirei o apartamento de ponta cabeça...e nada.

Liguei para o Igor e avisei que estava fora. Já tinha me conformado em ver o olho torto do Thom Yorke pela transmissão capenga e parcial do Multishow.

A salvação da pátria veio pelo telefone, aos 45 minutos do segundo tempo, duas horas antes do show. Uma amiga (a Tati, que a Karma Police lhe garanta uma vida boa e próspera) tinha desistido de ir ao show porque precisava entregar uma série de trabalhos no dia seguinte. Calhou que o ingresso dela caiu praticamente no meu colo, enquanto o que eu havia comprado continua perdido no limbo das canetas Bic, moedas, isqueiros e outros itens que se desmaterializam espontâneamente sabe-se lá como. Saldo total da bincadeira: 300 reais a menos na conta. Paciência.

Em primeiro lugar, a tal Chácara do Jockey é longe. Bem longe. De carro quebra-se um galho, mas os jovens deprovidos de carteira de motorista e grana para o táxi devem ter sofrido bastante para chegar em casa. Se bem que nesse caso específico, até os carros tinham suas desvantgens. Mas falo disso mais para a frente.

Nosso motorista, Marcão, resolveu sabiamente parar a uns quatro quarteirões do evento, na Avenida Francisco Morato. O dono do estacionamento era um senhor muito educado, que por acaso também era dono do "american bar" ao lado, cheio de mocinhas trabalhadeiras jogando sinuca enfiadas em seus jeans justos. Coisa fina.

Àquela altura o show do Los Hermanos já tinha rolado e acabado. Não sou da turma que odeia a banda. Até gosto bastante de algumas músicas, mas não fiz questão de chegar cedo para ver Marcelo Camelo e companhia. Na verdade, se fosse para ver algum dos caras, preferia ter visto o Amarante com seu Little Joy. O que realmente me surpreendeu foi a falta de repercussão da volta dos cariocas aos palcos. Me deu a impressão que ninguém viu ou que quem viu foi embora sem muito alarde, contente em pagar 100 ou 200 contos para não ouvir Ana Júlia.

Do incensado Kraftwerk ouvimos meia dúzia de blips enquanto procuravamos a entrada principal. Muita gente adora, muita gente cultua, mas o máximo que consigo sentir é respeito pelo papel que os caras têm na história da música eletrônica. E só. Som por som, não me agrada. Soa datado e bem chato para falar a real. E como show, pagar para ver quatro caras parados no palco que em certo ponto da apresentação dão lugar a quatro robôs/manequins que ficam parados no palco não me parece uma idéia assim tão legal. Até gostaria de ter visto um pedaço só para ver se mudava de opinião. Como não vi, permaneço na mesma.

Entramos na Chácara do Jockey faltando pouco mais de meia hora para o início da apresentação principal. Graças ao dub completamente fora de lugar que reverberava nos altos falantes, os trinta minutos se arrastaram lenta e doloramente, como uma centopéia paraplégica procurando um par de sapatos em uma sala escura. Quando as luzes se apagaram e os pings e pongs que serviram de introdução para 15 Steps pegaram a platéia desprevenida, a sensação não foi só de felicidade, mas de alívio também.



Alguns se arriscavam a cantar, mas muita gente desistia, incapaz de acompanhar os timbres de voz absurdos de Thom Yorke. As palmas fora do tempo, tradição do público brasileiro, também marcaram presença.

Tudo corria perfeitamente, mas o que todo mundo queria mesmo saber era quantas músicas de OK Computer, a banda iria tocar. E se ia rolar Creep - sucesso do primeiro álbum, Pablo Honey - como havia acontecido no Rio.

No fim, foram cinco do emblemático álbum de 1997: Karma Police, Climbing Up the Walls, Exit Music (For a Film), Paranoid Android e Lucky. The Bends, outro disco essencial, contou somente com Fake Plastic Trees, a famigerada "música do Carlinhos" (que para mim era "a música do cara do olho zoado no clipe do supermercado", quando ainda não conhecia a banda).

De Kid A, tivemos The National Anthem (com direito a trechos da transmissão de uma estação de rádio local sampleados na hora), Optimistic,Idioteque,True Love Waits e Everything In Its Right Place. Hail to the Thief e Amnesiac foram representados por duas cada, repectivamente: There There, The Gloaming, Pyramid Song e You and Whose Army. Como bônus, ainda rolou Talk Show Host, lado B que fez parte da trilha do filme Romeu+Julieta*. In Rainbows foi tocado na íntegra. O resultado foi um repertório que conseguiu a proeza de agradar todo mundo.

Dizer que o show foi legal é desmerecer a performance dos rapazes de Oxford. O palco, iluminado por tiras de leds pendurados no teto que piscavam de acordo com programações feitas especialmente para cada música, pulsava acompanhando a dança epiléticamente contorcionista do vocalista, arrancando palmas e sorrisos da platéia. Os telões no fundo do palco e nas laterais focalizavam cada integrante em close, e em You and Whose Army uma câmera no teto fechou nos olhos de Thom, distanciando-se enquanto o vocalista cantava e fazia caretas. Johnny e Colin Greenwood, Ed O'Brien e Phil Selway foram impecáveis, mesclando a fidelidade às versões dos álbuns com improvisos econômicos e certeiros.

A sintonia com a platéia elevou-se às alturas no fim de Paranoid Android: a banda já se preparava para engatar a próxima música quando Thom percebeu parte da platéia ainda entoando os versos finais do hit de OK Computer. O coro se espalhou e o vocalista pegou seu violão acompanhando a galera na base do improviso, fazendo a primeira voz. O público paulistano se rendia ao Radiohead e o Radiohead, por sua vez, se rendia ao público paulistano.



O segundo bis terminou com Everything In Its Right Place. O vocal sampleado ao vivo se sobrepondo em versos confusos enquanto a banda deixava o palco sob aplausos. Depois veio o silêncio, as sombras dos roadies pegando os instrumentos, arrumando sabe-se lá o que. Todo mundo em silêncio na escuridão da Chácara do Jockey.

Faltava o toque final. Faltava Creep.

"Adivinhem qual é essa?", perguntou Thom York, de volta, como se lesse a mente de cada um dos presentes.

Final grandioso para um show épico.



Depois de vinte e seis músicas e mais de duas horas em pé, dor nos joelhos, dor no pé e a vontade louca de chegar em casa na velocidade da luz.

Notamos que haviam saídas de emergência, mas nenhuma delas estava liberada para o público comum (a naõ ser deficientes, bêbados passando mal e espertinhos de plantão). Sem querer armar muita confusão, entramos na procissão de pessoas espremidas a caminho da saída.

O primeiro a se revoltar foi o Igor. Como a "fila" não andava, nosso apresentador de podcast preferido sugeriu que fizessemos pressão no povo que tomava conta da saída de emergência mais próxima, em busca de uma liberação. Fomos, mas nossos argumentos iniciais não surtiram muito efeito. Bêbados ainda mais revoltados começaram a se acumular exigindo passagem, pessoas irritadas começavam a se acumular e a sombra de uma rebelião estilo presídio/torcida de futebol passou a pairar no ar.

Quem salvou a pátria mesmo foi Fernando, amigo recifense que fazia parte da nossa trupe. Aproveitando uma calmaria momentânea, o rapaz puxou o aparente responsável pela organização do setor (visivelmente alcoolizado, diga-se de passagem) e explicou que se não conseguisse sair dali muito rápido, iria perder seu voo de volta para Recife. Mentira, claro, mas nessa hora vale (quase) tudo.

Comovido ou de saco cheio (a gente nunca vai saber) o cara nos indicou uma rota de fuga digna de Prison Break.


Com essa manobra fantástica, cortamos cerca de 60% do caminho e economizamos umas três ou quatro horas de nossas vidas, que foi mais ou menos o que as pessoas que seguiram o protocolo levaram para sair do local e conseguir tirar seus carros do (caro) estacionamento.

E não pegamos trânsito.

Perfect.

Cheers!

T.

*pouca gente lembra, mas Exit Music (For a Film) foi feita especialmente para os créditos deste mesmo filme, a pedido do diretor Baz Luhrmann. Apesar disso, a faixa não aparece em nenhum dos dois CDs de trilha sonora lançados na época.

Saturday, March 21, 2009

Radiohead, no Rio

Aye!

Ontem a banda inglesa Radiohead abriu sua curta temporada brasileira com um show na Praça da Apoteose, Rio de Janeiro. Uma agenda lotada de compromissos fictícios e o bloqueio de uma conta inexistente nas Ilhas Cayman infelizmente impediram o meu comparecimento. Em compensação, nosso correspondente não-oficial, Chacal(autor do blog O Diário de Byron Parker), esteve lá e muito gentilmente nos enviou a set list executada por Thom Yorke e companhia. Confira:

15 step
Airbag
There There
All I Need
Karma Police
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
The National Anthem
The Gloaming
Faust Arp
No Surprises
Jigsaw Falling Into Place
Idioteque
I Might Be Wrong
Street Spirit (Fade Out)
Bodysnatchers
How To Disappear Completely

Biss 1
Videotape
Paranoid Android
House of Cards
Just
Everything In It’s Right Place

Biss 2
You And Whose Army?
Reckoner
Creep

A preferência da banda por músicas dos álbuns mais recentes fez nosso amigo carioca chegar à uma inevitável (e talvez triste) conclusão: "Caiu a ficha de que não estamos mais em 1997".

Amanhã, a gangue do Carecast (menos o Zulu, que tem mais o que fazer) comparece à Chácara do Jockey, em São Paulo, para conferir in loco o último show da micro-turnê.

Cheers!

T.

Monday, January 19, 2009

A Vida Até Parece Uma Festa!

Ae!

Ano passado tive a chance de assistir ao pré-lançamento do filme/documentário/biografia dos Titãs, "A Vida Até Parece Uma Festa". Semana passada a película estreou em grande circuito Ah sim, se você não sabe quem são os Titãs, melhor dar uma volta no google antes. Ou aproveite e vá ver o filme antes de ler o post.

Sabe aqueles caras que cresceram na década de 80 e hoje já passaram dos trinta? Que adoravam rock nacional quando eram pirralhos e assistiam Chacrinha, mas que na adolescência "se venderam" para as bandas gringas e hoje só admitem ainda saber de cor a letra de "Faroeste Caboclo" depois de uma ou duas tequilas? Pois é. Sou exatamente um desses.

Não minto sobre o meu passado, mas virei as costas para boa parte do que foi a "década perdida" faz muito tempo. Claro que me lamentei mais de uma vez ouvindo os doloridos versos de Renato Russo e me diverti "pacas" com as letras bem-humoradas do Ultraje a Rigor, mas a gente cresce e supera. Outros tempos, outra cabeça.

Provavelmente por isso não dei muita bola quando soube do filme dos Titãs. Para mim, era a desculpa certa para uma sessão nostálgica das mais bregas, com direito a drama e musiquinha triste graças à trágica e lamentável morte de Marcelo Fromer em 2001.

O que vi na sala de cinema do Shopping Frei Caneca naquela noite não foi nada disso. Muito pelo contrário, na verdade.



"A Vida Parece Uma Festa" é uma colagem feita sobretudo com o uso de filmagens realizadas pelos próprios integrantes da banda, o que faz com que tudo surja na tela de maneira extremamente natural. Não há narrações em off. Não há cenários e nem depoimentos ensaiados.

É preciso muita coragem para se expôr de maneira tão cru. Se antigamente as coreografias robóticas e os ternos new wave da banda causavam estranhamento e polêmica, hoje certamente servem de motivo de piada para a juventude predominantemente emo que domina o rock atual (sem nem se dar conta, é claro, que serão eles mesmos o motivo de piada daqui há alguns anos, com suas franjas na cara, piercings nos lábios e olhos pintados). Mas a banda se importa? Nem um pouco. Fica bem claro que o grupo tem é resolvido o suficiente para rir de si próprio sem nenhum constrangimento. E que a platéia ria junto também.

Longe do estilo documental/dramalhão "Globo Repórter", o filme apresenta uma banda que mais do que qualquer outra coisa, se divertia e ainda se diverte fazendo o que mais gosta. Um retrato que distância a realidade da impressão sisuda e intelectualóide que muita gente (incluindo eu) tinha dos Titãs.

Mesmo quando chega a hora de mostrar as saídas de Arnaldo Antunes e Nando Reis ou mesmo recordar a morte de Fromer, não há exagero. Se a tristeza do momento é mostrada com honestidade e sem maquiagem, a volta por cima e a superação também aparecem com a mesma força. Há uma lição bem clara aí em algum lugar.

No fim das contas, o título parece muito mais adequado qundo se refere a nós, pobre mortais, que vez ou outra questionamos exageradamente o sentido do dia-a-dia, nossas conquistas e a falta delas. Já quando se trata dos Titãs, a impressão ao término do filme é que a vida sempre foi (e continua sendo) uma grande festa.

Cheers!

T.

Monday, December 29, 2008

Vídeo - Interpol - Obstacle 1

Hola!

Dammit...quanta poeira nisso aqui. Fim de ano é aquela coisa...a gente engata duas viagens seguidas e volta com uma preguiça do cão. Aí até voltar ao ritmo normal leva-se um bom tempo. Ainda estou no processo (mesmo porque, a virada do ano ainda não aconteceu) mas achei que já tava na hora de voltar a tocar o barco nem que seja bem devagar.

Aproveitando a câmera miniDV de um amigo meu (enquanto não compro a minha de presente de aniversário), resolvi fazer um clipe da música Obstacle 1, da banda Interpol, usando umas filmagens meio improvisadas. Faz parte do meu processo de auto-aprendizado em edição no Premiere CS3 (embora o CS4 já esteja no mercado).

Espero que gostem.



Cheers!

T.

Tuesday, November 25, 2008

Chinese Democracy!

Yeah!

Há coisas que a gente acha que vai morrer antes de ver acontecer. O fim da fome no mundo, a prisão dos corruptos brasileiros ou o lançamento de Duke Nukem Forever são alguns exemplos. E, por muito tempo, achei que já teria batido as botas quando Chinese Democracy, quinto álbum de estúdio e quarto de inéditas da banda Guns n' Roses, saísse.

Se você nasceu depois de 92 ou mais ou menos naquela época e acha que Axl Rose é só um "tiozinho balofo que teve uma bandinha antigamente", é melhor pensar duas vezes. E aproveite para tratar Mr. Rose com um pouco mais de respeito. Não que eu me importe, mas ele pode descobrir onde você mora e lhe sentar a mão...


Axl não só foi o líder da maior banda pré-grunge do planeta, como também era um encrenqueiro de marca maior. Brigava com o público, com jornalistas (fez até uma música pra xingar seus preferidos: "Get in the Ring", em Use Your Illusion II), com outros artistas e com a própria banda. E foi esse espírito barraqueiro e ditatorial quem deu fim ao Guns, depois do ótimo álbum (de covers), Spaghetti Incident.

De lá pra cá, simplificando bastante a história, Slash, Duff e Matt Sorum - os outros integrantes - tocaram a vida, fazendo sucesso até pouco tempo atrás com o Velvet Revolver em companhia do também problemático Scott Weiland (que já pulou fora do barco). Já Axl...

Axl passou muito tempo como um verdadeiro eremita moderno, obcecado com Chinese Democracy, o disco do Guns que deveria ter vindo depois de Spaghetti. Desde então o trabalho teve tantas datas de lançamento divulgadas e canceladas quanto o número de músicos convocados (e seguidamente dispensados ) para substituir os insubtituíveis integrantes originais. A banda continuava existindo no nome, mas na prática não tinha ninguém além de Axl. De concreto mesmo, só "Oh My God", da trilha sonora de End of Days (1999) de Arnold Schwarzenegger. Mas ficou nisso.

Chinese Democracy chegaria às lojas somente nove anos depois, no dia 23 de novembro de 2008.

Perguntar se "valeu a pena", por mais que o cliché de jornalistas e blogueiros obrigue, seria simplismo demais. Chinese Democracy teve um processo criativo de pesadelo, com formações de banda diferentes, produtores diferentes e um Axl Rose megalomaníaco tentando desesperadamente orquestrar tudo isso enquanto sofria e refletia em sua música a influência dos acontecimentos de sua vida e dos 14 anos de rock que se passaram enquanto polia e lapidava o que esperava ser sua obra-prima. O resultado é uma colcha-de-retalhos que remete aos tempos épicos de "November Rain" ("Street of Dreams"), ao industrial ("Shackler's Revenge") e até ao pop rock radiofônico ("If the World").


No fim, Chinese Democracy acaba lembrando muito mais o experimentalismo positivamente prepotente dos dois Use Your Illusion (principalmente em "There Was a Time") do que a rebeldia inconsequente de Appetite For Destruction. Também, pudera. Axl Rose pode continuar se retorcendo para lá e para cá com suas jaquetas e bandanas, mas ao menos passa a impressão de saber que não é mais o mesmo garoto de cabelos pintados que berrava como se fosse o dono do mundo no fim dos Anos 80.

Resta saber se seus antigos fãs vão preferir entender o recado ou passar mais 14 anos olhando para os velhos e amarelados pôsteres, cantando "Welcome to the Jungle" e rezando aos deuses do rock pela volta de Slash, Duff e Matt Sorum.

Cheers!

T.
PS. Post 200 no ano! Incrivel, não?:)

Monday, November 03, 2008

The Smile That Broke a Thousand Hearts

Ae!

Como expliquei no post anterior, tenho essa "vertente musical" que nem costumo divulgar muito. Principalmente porque 1) não sou músico e 2) muito do que eu faço é para "consumo interno". Serve mais como uma válvula de escape, uma espécie de terapia do que para qualquer outra coisa. Em geral, quem acaba escutando são meus amigos.

Só que essa semana terminei uma música nova que realmente me deixou bem satisfeito. Nem tanto pelo resultado final, que talvez nem seja tão diferente de outras coisas que eu fiz para quem ouve, mas pelo processo de elaboração. Foi a primeira vez desde que comecei a usar o Reason há sei la quantos anos, que fiz questão de examinar com cuidado cada timbre, modificando sem pressa o que achava que podia ficar melhor.

O saldo foi positivo não só porque realmente gostei do que ouvi, mas porque essa paciência pra verificar cada detalhe, mesmo que tenha estendido o processo por alguns dias, é a prova de que a concentração que me tem faltado nestes anos todos está voltando aos pouquinhos. O que provavelmente significa mais produçaõ vindo por aí.

Boomp3.com

Antes que alguem pergunte, o "nome artístico" Burning McGyver vem de uma brincadeira completamente nonsense e irreproduzível ocorrida na faculdade. Pra mim, a graça toda é que todo cara que faz música eletrônica tem algum nome bizarro que não faz o menor sentido (e J.M. Trevisan não caía assim tão bem nesse caso).

Já o título da música, apesar de ser uma espressão bem conhecida, me veio por causa de um entrevista dada pelo Michael Stipe, vocalista do R.E.M., para a Rolling Stone na década de 90 (matéria que traduzi recentemente e que deve ser publicada na versão brasileira da revista agora em novembro).

Cheers!

T.

Friday, October 31, 2008

Bonded!

Ae!

Que eu faço um pouco de cada coisa na vida que não dá dinheiro, acho que todo mundo já sabe. Mas uma das minhas atividades menos divulgadas é a de...como diabos eu posso chamar isso? Produtor musical, talvez?

O fato é que mexo com programas de áudio por lazer desde 97, e de lá pra cá acabei aprendendo alguma coisa. Há algumas semanas, meu amigo Esponja (webdesigner, publicitário e homem de família) pediu - mediante a a posterior pagamento - autorização para usar uma trilhazinha antiga que eu tinha feito para um trampo novo. Obviamente, autorizei.

O engraçado é que a "música" era pra ser uma espécie de tema da Black Máfia, meu quadrinho com o Breno Tamura. Uma coisa que evocasse as antigas trilhas daqueles filmes policíais dos anos 70 e tal.

Pra conferir o resultado do meu trabalho (e do Esponja) é só clicar aqui.

Cheers!

T.

Monday, October 13, 2008

Dica do Igor #1 - Estreía Mundial e Arctic Monkeys no Cinema!

SIIIIM MESTRE!!!!

Depois de pouco relutar, eu, Igor, o assistente e apresentador do Carecast, atendi ao pedido do Dr. Careca, e começo aqui uma série de dicas e resenhas a serem publicadas periodicamente no Laboratório. E para a estréia, a dica é uma... estréia! : )

Amanhã, dia 14 de outubro, às 21h, o grupo britânico Arctic Monkeys invade a tela do cine Odeon, no Rio de Janeiro, com o filme-concerto Arctic Monkeys At The Apollo, show que encerrou a turnê de 2007 do disco "Favourite Worst Nightmare".

A iniciativa é bem bacana, e chega ao Brasil com exclusividade pela MOVIEMOBZ, um site de cinema para ficar atento.

Antes, para estrear um filme, exibi-lo por uma semana, seguindo a cartela tradicional, as distribuidoras tinham altos custos em relação às cópias em película. O que a MOVIEMOBZ quer, através do cinema digital, é ampliar o uso da sala de cinema, com filmes raros, alternativos, antigos, novos, exclusivos, shows, games, etc. A idéia é que as sessões sejam mais baratas também (o show do Arctic Monkeys sai a 10 conto inteira, 5 meia).

A exibição única no dia 14 acontece em sintonia com diversos países da Europa. Dia 29 de outubro haverá outra sessão para Austrália, Japão e diversas cidades brasileiras, entre elas São Paulo, Campinas, Jundiaí, Taubaté, Santos, São Vicente, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Vitória, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Fortaleza.

Se a sua cidade ficou de fora, entre no MOVIEMOBZ e mobilize sua sessão.

Vi o show desta turnê dos Monkeys no TIM Festival do ano passado, e é impressionante a reação do público. As músicas funcionam tão bem ao vivo quanto no CD, todos hits garantidos na pista de dança. Pena que no dia eles foram um pouco britânicos demais e mal falaram com a platéia. Não incomodou a galera e não acho que vá incomodar no cinema. Levante, dance e mobilize. Os macacos árticos e o cinema digital sob demanda chegaram.

PS: Sente o agito neste vídeo do Youtube:



Tchau!

Igor

Wednesday, September 03, 2008

Metallica - Death Magnetic (agora é pra valer!)

Ae!

Agora é sério: Death Magnetic vazou. Se você achou um link (como o Numefinório, que me passou rapidinho), aproveite. Ao que tudo indica os caras estão correndo atrás igual loucos pra tirar os arquivos do ar. Pena (pra eles) que já é tarde demais.

Até amanhã a coisa já vai ter se espalhado mais rápido que vírus em filme do Dustin Hoffman.

O que eu achei do CD? Só amanhã. Ou talvez em um futuro podcast. Ou os dois.


Cheers!

T.

Friday, August 29, 2008

Metallica - My Apocalypse

Aye!

Já que o assunto de ontem foi Metallica, não custa nada dar a notícia: James, Lars e companhia colocaram no ar, no site oficial, mais uma música de Death Magnetic. Desta vez é "My Apocalypse.

Para oyvir, basta clicar no banner logo abaixo.



E olha, se for tudo desse jeito...segura os caras!

Cheers!

T.

Thursday, August 28, 2008

Metallica - Death Magnetic?

Hey!

Como qualquer outro fã de rock pesado, sou mais um que aguarda ansioso o lançamento do novo álbum do Metallica, Death Magnetic, com chegada às lojas prevista para dia 12 de setembro. A expectativa se justifica por dois motivos: a banda demonstrou estar em sua melhor forma no álbum anterior, St.Anger (2003), e a produção do trabalho mais recente ficou nas mãos de Rick Rubin - o cara responsável pelos últimos álbuns do inigualável Johnny Cash (além de Danzing, Slayer e outros).

Acontece que hoje em dia (ou melhor, desde que o Napster apareceu há quase dez anos) ninguém mais espera o CD chegar na loja pra comprar. A coisa mais normal do mundo é um álbum cair na rede muito antes de seu lançamento, às vezes em sua versão preliminar ou na forma de demo. Às vezes como produto final mesmo, gerando até a dúvida se o que acontece é sacanagem de algum espertinho ou estratégia de gravadora.

Por conta de tudo isso, semana passada resolvi procurar Death Magnetic no soulseek. E, pra minha surpresa, encontrei o álbum inteiro disponível. Baixei todas as músicas e fui ouvindo uma por uma, em companhia de dois amigos fãs da banda (e músicos).

A impressão que ficou foi a de uma volta às raízes de álbuns clássicos como And Justice For All e Master of Puppets. Gravação crua, solos rápidos e precisos e James Hetfield soando como o moleque imberbe daqueles tempos. E foi aí que a coisa começou a ficar estranha.

Na empolgação, nem tinha notado que o nome das músicas que eu tinha baixado não batiam com a lista divulgada recentemente pela banda. Ou seja: não era Death Magnetic. Mas era Metallica, certo? Soava como Metallica pelo menos. Quem sabe era alguma coleção de demos perdida no tempo?

O Google, como sempre, foi quem tirou a dúvida e acabou com a graça de nós três.

A banda na verdade se chama Eternal Decision e toca o que alguns chamam de "metal cristão". E pra ser sincero, no fim das contas, não é ruim não. E apesar dos temas "do Bem", soa muito como o antigo Metallica (com uma pitada de Pantera). O que está longe de ser ruim.

Infelizmente para todos nós (e felizmente para a banda), Death Magnetic parece que só dia doze mesmo...

Cheers!

T.

Tuesday, July 29, 2008

MUSE!

Hey!

No segundo Carecast um dos temas foi a banda inglesa Muse. Falamos um pouquinho do estilo musical dos caras e demos a notícia de que eles iriam tocar aqui em São Paulo (Brasília e Rio também) no fim do mês.

Pois é. Apesar de ser uma das minhas bandas favoritas pensei muito antes de comprar o ingresso. Não que eu tenha alguma dúvida de que o show vai ser um absurdo de bom, mas pelo preço mesmo. Em teoria não acho que qualquer banda do mundo mereça que eu pague 160 reais pra ir ao show. Daí o dilema.

O problema é que o raciocínio está todo errado. É, o preço é abusivo mesmo. Mas fazer o que? É Brasil. A gente paga 160 reais e ainda tem que se matar pra arranjar um jeito de chegar até o lugar, que é no raio que o parta. E rezar pra que tudo funcione direitinho e a infra-estrutura seja das mais decentes. Só que se os caras não merecem que eu pague os 160 reais, EU mereço gastar meus 160 reais pra ver uma banda dessas. Apesar de todos os problemas, a gente precisa lembrar que shows assim não acontecem todos os dias.

Afinal, aqui é Brasil, certo?

Para quem ainda não se empolgou em conhecer mais a banda ou - por um motivo ou outro - não vai poder ir ao show, ficam aí três vídeos ao vivo escolhidos a dedo: New Born (clássico da banda), Knights of Cydonia (conhecida por fazer parte da trilha do jogo Guitar Hero III) e Feeling Good (cover da grande Nina Simone).







Cheers!

T.
(agradecimentos especiais a Fergs e Igor)

Friday, July 11, 2008

Games Remixed!

Opa!

Não sei vocês, mas eu adoro trilhas de games.

Hoje em dia fica mais fácil , já que a maioria dos games têm um nível de investimento na parte sonora praticamente equivalente ao que Hollywood dedica a seus filmes. Até maior, na verdade, se considerarmos a duração absurda de jogos como Metal Gear ou qualquer Final Fantasy, para citar só dois exemplos.

Mas a real é que mesmo os blips e blops dos jogos de antigamente tinham seu charme. Temas como o de Super Mario Bros. e Sonic the Hedgehog se tornaram praticamente patrimônios da cultura pop mundial. Na procura por faixas que pudessem servir de fundo para o segmento de games do Carecast #2, acabei tropeçando em um site bem interessante.

O Overclock Remix serve de central de download para uma variedade absurda de remixes feitos a partir de trilhas de games modernos e antigos. É possível fazer pesquisas pelo nome do jogo, autor e plataforma. Cada uma das faixas pode ser baixada ou ouvida no próprio site e conta com resenhas bastante aprofundadas, aparentemente feitas por um corpo de jurados do próprio site.

Vale a pena passar algumas horinhas procurando alguma versão dançante do tema do seu jogo preferido. Quem sabe você não encontra algo tão bizarro quanto isso?

Cheers!

T.

Wednesday, May 14, 2008

Videotape

Ae!

Radiohead é uma das melhores bandas do planeta e uma das minhas favoritas ever.

Como homenagem e desculpa para praticar um pouco no Premiere Pro, resolvi editar um vídeo da música "Videotape", do álbum "In Rainbows" . Como usei samples de um site chamado www.gettyimages.com, fica uma porcaria de marca d'água na tela o tempo todo. Não é a coisa mais legal do mundo mas não chega a estragar. É só fazer de conta que ela não tá lá que dá tudo certo.

De qualquer modo, acho que consegui passar minha idéia. Se não fizer sentido pra você, tente procurar a letra da música no Google. Vai facilitar um bocado.



Cheers!

T.

Wednesday, May 07, 2008

Snake! You Are My Brother!

Ae!

Foi-se o tempo em que as trilhas de videogame não passavam de BLIPS e BLOPS que ecoavam na sala enquanto sua mãe fritava ovos na cozinha. Os jogos passaram a ser armazenados em CDs,depois em DVDs e até em cartuchos de maior capacidade, o que possibilitou a inclusão de peças musicais tão (ou mais) elaboradas quanto as usadas nas produções cinematográficas.

Além de ser uma das melhores franquias de games de todos os tempos, a série Metal Gear conta também com uma bela trilha sonora, cortesia do compositor Harry Gregson-Williams (Crônicas de Narnia, Shrek, Call of Duty 4).

Abaixo segue uma apresentação da Eminence Orchestra executando um medley (alguém ainda usa essa palavra?) dos temas de Metal Gear 2 e 3 (contém cenas do último, ou seja, cuidado com spoilers!). Com direito a violão e bateria!



Cheers!

T.

Wednesday, March 05, 2008

Domingo no Parque com Iron Maiden

Yo!

Pois é.

Filmamos o curta na sexta e no sábado, no domingo vi o verdão dar show contra o timeco e quando achei que tudo estava terminado e que minha noite de domingo seria usada para terminar meu trampo de tradução para a Rolling Stone, eis que o acaso resolve aprontar das suas.

Tinha visto o jogo na casa do meu amigo Luciano. Assim que a partida terminou, seguiu-se o curioso diálogo:

Luciano - Cara...que foda! E ainda tem o show do Iron pra completar!

JM - Show do Iron? Nossa...é mesmo né? É hoje.

Luciano - E aí? Tá afim de ir?

JM - Como assim?

Luciano - Ah...to com dois ingressos sobrando. Se quiser é só ir se trocar e colar aqui.

JM - Sei lá. É pista?

Luciano - Que pista o que! Dá um ligo.

(Luciano me mostra o envelope com o simbolo da Sociedade Esportiva Palmeiras e os três ingressos. Junto, a carteirinha que autoriza o uso das cadeiras cativas de um amigo dele que tá na gringa)

Luciano - O negócio é ver da tribuna. Sentado e sossegado.

JM - Ah...então beleza.

Luciano - Então vai. Enfia uma roupa preta e vambora.

E foi assim, queridos amiguinhos, que fui de graça e de última hora assistir de modo bem confortável um show que tinha ingressos esgotados desde dezembro do ano passado.

Foi bem legal, diga-se de passagem. Lembrei de quando tinha 12 anos e sabia todas as letras do Iron. Foi minha primeira e única banda da fase metaleira pela qual todos nós passamos na adolescência.

Enfim, fechei com chave de ouro um final de semana mais do que perfeito.

Segue abaixo um vídeo da abertura do show, feita por algum anônimo da platéia. Não dá pra ver
muita coisa mas dá pra sentir o clima da festa...




Cheers!

T.

Monday, January 14, 2008

The Humans Are Dead

Ei!

A melhor música de 2007, interpretada pelos caras da série Flight of the Conchords (exibida na HBO...que por sinal não tem no meu pacote da Net).

O esquema é prestar atenção na letra.



Cheers!

T.

Saturday, January 05, 2008

Scotch/Mis_t

Oy!

Pra quem não sabe, na virada de 2007 pra 2008 o Radiohead (uma das minhas bandas favoritas) liberou na web um vídeo de 52 minutos com versões ao vivo de todas as músicas do último álbum da banda, "In Rainbows".

Se você curte Radiohead, pode ir sem medo. Se não conhece, é uma boa hora pra tentar. Se não gosta, passe reto e não me encha o saco. :)

Enjoy!



Cheers!

T.

Wednesday, July 25, 2007

The Mariner's Revenge

Ahoy!

Setembro ainda tá meio longe, mas vamos desde já iniciar a celebração do "Talk Like Pirate Day".

Trombei com uma banda pouco convencional chamada The Decemberists enquanto lia a Rolling Stone. A letra abaixo é dos caras e é praticamente um conto. Vale a pena gastar o inglês.

The Mariner's Revenge Song

We are two mariners
Our ships' sole survivors
In this belly of a whale

Its ribs are ceiling beams
Its guts are carpeting
I guess we have some time to kill

You may not remember me
I was a child of three
And you, a lad of eighteen

But I remember you
And I will relate to you
How our histories interweave

At the time you were
A rake and a roustabout
Spending all your money
On the whores and hounds
Oh Ohhhhh

You had a charming air
All cheap and debonair
My widowed mother found so sweet

And so she took you in
Her sheets still warm with him
Now filled with filth and foul disease

As time wore on you proved
A debt-ridden drunken mess
Leaving my mother
A poor consumptive wretch
Oh Ohhhhh

And then you disappeared
Your gambling arrears
The only thing you left behind

And then the magistrate
Reclaimed our small estate
And my poor mother lost her mind

Then one day, in spring
My dear sweet mother died
But before she did
I took her hand as she, dying, cried:
Oh Ohhhhh

"Find him, bind him
Tie him to a pole and break
His fingers to splinters
Drag him to a hole until he
Wakes up naked
Clawing at the ceiling
Of his grave
*sigh*"

It took me fifteen years
To swallow all my tears
Among the urchins in the street

Until a priory
Took pity and hired me
To keep their vestry nice and neat

But never once in the employ
Of these holy men
Did I ever, once, turn my mind
From the thought of revenge
Oh Ohhhhh

One night I overheard
The prior exchanging words
With a penitent whaler from the sea

The captain of his ship
Who matched you toe to tip
Was known for a wanton cruelty

The following day
I shipped to sea
With a privateer

And in the whistle
Of the wind
I could almost hear...
Oh Ohhhhh

"Find him, bind him
Tie him to a pole and break
His fingers to splinters
Drag him to a hole until he
Wakes up naked
Clawing at the ceiling
Of his grave

"There is one thing I must say to you
As you sail across the sea
Always, your mother will watch over you
As you avenge this wicked deed"


And then that fateful night
We had you in our sight
After twenty months at sea

Your starboard flank abeam
I was getting my muskets clean
When came this rumbling from beneath

The ocean shook
The sky went black
And the captain quailed

And before us grew
The angry jaws
Of a giant whale

Don't know how I survived
The crew all was chewed alive
I must have slipped between his teeth

But, oh! What providence!
What divine intelligence!
That you should survive
As well as me

It gives my heart
Great joy
To see your eyes fill with fear

So lean in close
And I will whisper
The last words you'll hear
Ohh Ohhhhh


Cheers!

T.
PS. Aos que não dominam a língua inglesa: passou da hora de aprender, não?;)

Thursday, May 17, 2007

Oh Poor Me!

Opa!

Apesar de NÃO saber tocar piano (embora fuce no teclado por conta própria já há algum tempo) resolvi fazer uma músiquinha solo usando o danado.

E já que é pra por no ar, porque não um videozinho (mesmo que improvisado) pra acompanhar, não é mesmo?



Espero que alguém goste!:)

(Edit só pra constar: filmagens, música e edição by J.M.Trevisan a.k.a. Burning McGyver)

Cheers!

T.