Wednesday, March 05, 2008

Domingo no Parque com Iron Maiden

Yo!

Pois é.

Filmamos o curta na sexta e no sábado, no domingo vi o verdão dar show contra o timeco e quando achei que tudo estava terminado e que minha noite de domingo seria usada para terminar meu trampo de tradução para a Rolling Stone, eis que o acaso resolve aprontar das suas.

Tinha visto o jogo na casa do meu amigo Luciano. Assim que a partida terminou, seguiu-se o curioso diálogo:

Luciano - Cara...que foda! E ainda tem o show do Iron pra completar!

JM - Show do Iron? Nossa...é mesmo né? É hoje.

Luciano - E aí? Tá afim de ir?

JM - Como assim?

Luciano - Ah...to com dois ingressos sobrando. Se quiser é só ir se trocar e colar aqui.

JM - Sei lá. É pista?

Luciano - Que pista o que! Dá um ligo.

(Luciano me mostra o envelope com o simbolo da Sociedade Esportiva Palmeiras e os três ingressos. Junto, a carteirinha que autoriza o uso das cadeiras cativas de um amigo dele que tá na gringa)

Luciano - O negócio é ver da tribuna. Sentado e sossegado.

JM - Ah...então beleza.

Luciano - Então vai. Enfia uma roupa preta e vambora.

E foi assim, queridos amiguinhos, que fui de graça e de última hora assistir de modo bem confortável um show que tinha ingressos esgotados desde dezembro do ano passado.

Foi bem legal, diga-se de passagem. Lembrei de quando tinha 12 anos e sabia todas as letras do Iron. Foi minha primeira e única banda da fase metaleira pela qual todos nós passamos na adolescência.

Enfim, fechei com chave de ouro um final de semana mais do que perfeito.

Segue abaixo um vídeo da abertura do show, feita por algum anônimo da platéia. Não dá pra ver
muita coisa mas dá pra sentir o clima da festa...




Cheers!

T.

Monday, March 03, 2008

Viva Valdívia!

Heeey!

Alguém pensou mesmo que eu ia deixar passar?

Quatro jogos, quatro vitórias, nenhum gol sofrido. Preciso dizer mais alguma coisa? Melhor deixar o Mago dar o recado...




Cheers!

T.

Landau 66 - Day 2

Hey!

De sábado para domingo tivemos o último dia de filmagem do curta. E para a minha felicidade e de todos os envolvidos, correu tudo mais do que bem.

Sem a chuva que complicou um pouca as coisas na sexta, o clima ficou bem mais leve. Todo mundo trabalhando e atento, lógico, mas com várias bobagens e piadas no meio do caminho. Vítor, um dos atores, foi o campeão com suas versões de músicas trash como "Planeta Xuxa" enquanto a câmera não rodava.


Mas o principal mesmo foi minha fantástica participação na película. Performance digna de Oscar (se não cortarem a cena na edição, lógico)!

A gente ainda não sabe quando tudo vai ficar pronto (agora é preciso montar, editar, colocar trilha, etc, etc, etc), mas não deve demorar muito. Provavelmente a gente deve fazer algum tipo de trailler para colocar no youtube mais cedo ou mais tarde.

De novo queria agradecer a atenção de toda a equipe, a todos os atores e em especial ao Fernando, que acreditou no meu roteiro muito, mas muito mais do que eu mesmo.

Mal posso esperar pela próxima...

E como não podia deixar de ser, mais fotos (e um videozinho)!






Em tempo: a maquiagem da mão nojenta é de Júnior Branco. Aliás, se eu pudesse ficava com aquilo no braço a semana inteira.

Cheers!

T.

Saturday, March 01, 2008

Landau 66 - Day 1

Heil!

Ontem começamos a filmagem do curta. Na real era para começar e terminar maaas, como todo mundo sabe, não existe filmagem sem zica.

Primeiro foi a chuva que além de atrasar todo mundo quase inviabilizou a gravação por conta dos equipamentos. O curioso é que a história se passa inteira debaixo de chuva (artificial e controlada por nós mortais, não por Ele). Paradoxos, paradoxos....

A idéia era filmar até um pouco antes de amanhecer, mas rolou um problema técnico e a gente teve que suspender para retomar - acredito eu - hoje à noite.

O que interessa é que os atores mandaram muito bem e a equipe foi pra lá de competente. Muito mais do que assistir na telona uma história que você escreveu, é saber que tanta gente se envolveu espontâneamente por acreditar na idéia. E saber que a partir daí a história não é mais só sua.

Ainda tem um longo dia pela frente, mas o caminho já tá traçado.

Para não deixar vocês na mão, separei algumas fotos de bastidores para matar um pouco da curiosidade que (espero!) vocês devem estar sentindo.


Amanhã voltamos com o Day 2!

Cheers!

T.

Thursday, February 21, 2008

Landau 66

U-haaa!

Antes da continuação (enorme) da lista de filmes, algo muito importante. Lembram quando eu disse que tinha escrito o roteiro de um curta e tal? Pois é.

Fizemos o penúltimo teste com os atores semana passada e lá para o fim do mês deve rolar a filmagem. Aqui vai, em primeira mão, a arte da capa do folder que será apresentado a possíveis patrocinadores.


Pretty cool, huh?

A produção é da Prodigo Films e a direção vai ficar a cargo do meu amigo Fernando Sanches, já experiente no ramo publicitário e de vídeoclipes.

É bem provavel que mais para frente role um site próprio do filme, com curiosidades notas, bastidores e tal.

Assim que tiver pronto e for rolar uma exibição pública dou um toque para vocês.

Cheers!

T.

Monday, February 18, 2008

Hitlist 2 - Parte 1

Oy!

Conforme prometido, aqui vai uma lista de filmes indicados pelo nobre careca que vos escreve.

Cada filme vem acompanhado de seu respecitvo link na Internet Movie Database (ou IMDB), um site fantástico que eu inexplicavelmente omiti em minha lista de sites favoritos. Em especial, indico a sessão "trivia", que sempre tem curiosidades muito legais sobre cada filme.

A lista não tem uma ordem específica e está bem longe de estar completa. Fiz assim, sem pensar muito mesmo. E tentei evitar coisas muuuuuuuuuuito óbvias como Star Wars, Senhor dos Anéis e Piratas do Caribe.

Seven (Se7en) - um dos melhores filmes que já vi na minha vida. Roteiro perfeito e performances memoráveis de Gwyneth Paltrow (na época, praticamente uma ilustre desconhecida), Brad Pitt , Morgan Freeman e Kevin Spacey. Sensacional.


Possuídos (Fallen) - quando Seven fez sucesso, a maioria dos estúdios saiu como louco atrás de outro filme do gênero que pudesse repetir a fórmula. "Possuídos" foi único que chegou perto (mesmo estando longe). Com o ótimo Denzel Washington e o sempre competente Jon Goodman. Detalhe para o uso criativo da música "Time Is On My Side", dos Rolling Stones.


Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (Lock, Stock and Two Smoking Barrells) - típico filme do cineasta inglês Guy Ritchie: um grupo de rapazes tenta faturar uma bolada em um jogo de poker e acaba devendo uma grana alta pra um chefão do crime. Filme simples, roteiro inteligente e uma ótima edição. Foi aqui que surgiu a bola da vez dos filmes de ação, Jason Statham. Participação de Sting.


Snatch (Snatch) - mais um do Guy Ritchie (que aliás, é marido da Madonna). Criminosos e trambiqueiros atrás de um diamante extremamente valioso. Conta com Brad Pitt no papel de um boxeador clandestino cigano totalmente inintelígivel.


Procura-se Amy (Chasing Amy) - desenhista e roteirista de uma série em quadrinhos vão à uma convenção em Nova York e um deles se apaixona por uma garota. O problema é que ela é lésbica. Ótimos diálogos do grande Kevin Smith. Se você acabou de tomar um fora, passe reto.


Sunshine: Alerta Solar (Sunshine) - já falei bastante sobre o filme ultimamente, mas não tinha como deixar de fora. A trilha sonora é uma das melhores que já ouvi.


Hackers (Hackers) - sinceramente, para os padrões de hoje o filme é bem besta, estilo Sessão da Tarde. Mas na década de 90 foi o máximo ver os tais hackers invadindo sistemas e o diabo a quatro. Ah! E tinha a Angelina Jolie novinha...


Cova Rasa (Shallow Grave) - três amigos resolvem alugar um quarto no apartamento que dividem. Eles acham o cara ideal, mas o fulano aparece morto sem maiores explicações pouco tempo depois. À partir daí a coisa só complica. Primeiro filme de destaque do diretor Danny Boyle, que também conta com dois atores bem conhecidos em início de carreira: Ewan McGregor (Star Wars) e Christopher Eccleston (Dr. Who e Heroes).

Trainspotting: Sem Limites (Trainspotting) - esse sim o grande sucesso que alavancou as carreiras de Danny Boyle e Ewan McGregor. As "aventuras" de um grupo de jovens escoceses viciados em heróina e suas trágicas consequências. O filme ficou conhecido por quase ter sido proibido no Brasil e por transformar "Born Slippy" da dupla Underworld em um verdadeiro hino da música eletrônica.


Oldboy (Oldboy) - uma das histórias de vingança mais brutais já concebidas por um cineasta. Ainda bem que é coreano. Se fosse norte-americano, muito do roteiro teria se diluído graças às exigências morais e politicamente corretas de Hollywood.


Aventureiros do Bairro Proibido (Big Trouble in Little China) - um clássico. Típico caminhoneiro americano decide ajudar o amigo chinês que teve a noiva sequestrada por uma mitológica entidade. Como se não bastasse a qualidade da película, o título original é maravilhosamente criativo.


O Ataque dos Vermes Malditos (Tremors) - monstros gigantes subterrâneos aterrorizam uma cidade no deserto norte-americano. Trash, simples e perfeito. Anos depois acabou virando uma série de TV bem tosca.


Sexta-Feira 13: Parte VI (Jason Lives: Friday the 13rd Part VI) - não é nem o caso de ser o melhor filme da saga de Jason Voorhees. O filme ganha seu lugar na lista por duas cenas de morte: a do motoqueiro é a da garota no trailler.


A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street) - quem viu os filmes seguintes da série acha até difícil imaginar, mas o filme de estréia do maníaco Freddy Krueger ( que contava inclusive com um jovem Johnny Depp no elenco) era realmente de dar medo. A simples lembrança das garras raspando nos canos de metal em uma das cenas já dá calafrios.


It (It) - adaptação de um dos melhores livros do mestre Stephen King, "It" conta como um grupo de garotos enfrentou a força maligna personificada pelo palhaço Pennywise. Anos depois a ameaça volta e eles são obrigados a se reunir novamente para salvar a cidade de Derry. O final é meia boca, mas o resto do filme vale o aluguel.


RoboCop: O Policial do Futuro (RoboCop) - mais uma franquia que se perdeu no limbo das continuações terríveis ( e, quem diria, Frank Miller deu sua contribuição roteirizando RoboCop 2). Na época, entretanto, o filme era o auge da violência e ninguém parava de falar da cena em que o bandido tomava um banho de ácido. E lógico, todo moleque imitava o pescoço duro do RoboCop andando.


Hellraiser (Hellraiser) - fulano escapa do inferno e é perseguido por uma trupe de demônios invocados, os Cenobitas. Na época, Clive Barker era o cara e o monstrão Pinhead tirou o sono de muita gente. Eu, por sua vez, ainda quero um chaveirinho daquele cubo maldito que chama os demônios.


Logo mais a parte 2!


Cheers!

T.

Friday, February 15, 2008

Sketchbook

Hola!

Uma das coisas que eu mais curto é saber o que acontece nos bastidores ou os segredos dos roteiristas, escritores ou cineastas que eu curto. Qualquer coisa fora do convencional já vale. Mesmo sabendo que os caras são tão seres humanos quanto eu ou você, é divertido tentar entender como funciona a cabeça de gente de talento.

Em 2006 comprei um sketchbook bem legal, que eu carrego comigo sempre que posso. Às vezes o caminho de um estação de metrô até a outra já é tempo suficiente para um desenho ou anotação. Historicamente é raro que eu transforme as idéias que anoto em papéizinhos por aí em algo mais concreto, mas mesmo assim é bom ter um lugar pra isso.

Aí embaixo coloquei alguns scans do sketchbook. Minha letra é terrível e a maioria das anotações que faço não têm lógica ou ordem. Algumas das que eu separei já tem um fim planejado, outras são só bobagens ou idéias esperando o lugar certo para se encaixarem.

De qualquer modo, vale como uma curiosa olhadela nos bastidores do Laboratório do Doutor Careca.




Cheers!

T.

Meu Nome Não é Caio

Heil!

Na edição de fevereiro da revista Rolling Stone Brasil você vai encontrar uma entrevista muito legal com o Bob Dylan, datada do ano de 1969. Foi a primeira entrevista dele para a versão gringa da revista. Um artigo histórico.

Se alguém dar uma olhada nos créditos, vai ver que a tradução foi feita por um rapaz chamado Caio Nehring.

Pois é. Não foi.

Na verdade a tradução é minha. Houve um problema na substituição de arquivos durante o processo de diagramação e os nomes foram trocados por engano. É o tipo de coisa chata a que qualquer publicação, independente do porte, está sujeita. Mas que é chato é chato.

Portanto, onde estiver escrito "Caio Nehring", please, leia "J.M. Trevisan".

Cheers!
T.

Clube dos Cafajestes

Ei!

Entra ano, sai ano e - infelizmente - as coisas não mudam.

Quisera eu jamais ter que citar o nome da Editora Talismã (agora Melody) ou de qualquer um dos envolvidos nessa "entidade", que se não pode ser chamada de gangue propriamente dita, pode ser enquadrada como clube. Um clube de cafajestes.

Se alguém ainda se lembra, fechei um acordo dentro do processo trabalhista que movi contra a editora, em setembro de 2006. A quantia a ser paga foi dividida em prestações. Os pagamentos seguiram com regularidade até a penúltima. A partir daí, nenhuma satisfação ou esclarecimento.

Segundo o acordo fechado e assinado pelo Sr. Ruy Pereira, o atraso ou não cumprimento do mesmo previa uma multa de 60% sobre o valor total. Ciente disso, minha advogada solicitou a execução da penalidade.

O procedimento normal nestes casos é: o juiz manda vasculhar as contas da pessoa e ordena o saque e pagamento automático da quantia. O que descobrimos essa semana é que o Sr. Ruy não possui mais contas ativas ou - se tem alguma - não possui a quantia estipulada pelo acordo.

O que deve acontecer na sequência é uma visita de um oficial de justiça, que irá penhorar bens do infeliz mais ou menos no valor da quantia a ser paga. Depois estes bens vão a leilão e a quantia é revertida para este que vos fala.

O problema é que, além de alguns impedimentos que podem dificultar até mesmo esta ação, todo o processo de penhora e leilão é bem demorado. E, para completar, dificilmente o valor arrecadado atinge o valor da dívida.

Enquanto isso, a editora continua em atividade com outro nome, sob administração da Teresa, irmã do Ruy. Fica difícil não desanimar.

Vale lembrar que desde 2005 não recebemos qualquer valor referente a direitos autorais, embora nossos livros ainda possam ser adquiridos pelo site da editora.

É uma situação desagradável que já dura três anos e não tem data marcada para acabar.

O engraçado é ver o pessoal no Orkut considerando alguma culpa da administração da editora nessa lama em que se tranformou a Dragão Brasil só agora que o Sílvio saiu da revista. Sendo que a gente vem falando, explicando e provando tudo isso desde que toda essa zona começou.

Bem, bola pra frente, vamo que vamo and all that shit.


Cheers!

T.

Saturday, February 09, 2008

Sunshine

Ae!

Essa semana finalmente comprei o DVD de "Sunshine", do grande Danny Boyle. Um filme que recebeu várias críticas, tem seus defeitos, mas que eu achei muito bom. Trilha, direção, atores, fotografia...tudo muito legal. A história dá uma derrapadinha mínima, mas é perdoável.

Aliás, a compra do DVD envolve uma história bizarra que eu conto ainda no fim de semana.

Abaixo segue um widget legal que eu achei no site do filme, com trailler, cenas e tal.




Cheers!

T.

Wednesday, February 06, 2008

This is the End

Yo!

Nosso amigo Silvio Campagnoni acaba de divulgar uma carta aberta em seu blog "Roleplay - Díario de um Roleplayer" comunicando seu desligamento e de sua equipe da revista Dragão Brasil.

Só nos resta desejar boa sorte a todo o pessoal. Que a próxima empreitada seja de muito sucesso e na companhia de gente mais...digamos, competente e honesta.

Cheers!

T.

Friday, February 01, 2008

Hit List 1

Hey-Ya!

Aqui vai uma coisa que tô pra fazer há algum tempo: uma coleção de links de coisas que são legais para o meu gosto e, portanto, devem automaticamente ser legais para o gosto de vocês (a não ser que alguém aqui ainda queira continuar sendo um loser consumidor de cultura de massa estúpida e escrota).

Tá. Sério agora.

São coisas que eu achei por ai e curti por um motivo ou outro. Incluindo, talvez, cultura de massa estúpida e escrota.

Enjoy!

Comic Book Resources - ou CBR. Uma das minhas fontes de notícias sobre quadrinhos gringos e bastidores das adaptações para cinema, entre outras coisas. A parada obrigatório é a coluna do fofoqueiro veterano Rich Johnston, a Lying in the Gutters. Sai toda semana e se baseia, basicamente, em especulações (na maioria certas) sobre quem vai desenhar/escrever o que e quando.

Comics Should Be Good - O link leva direto para umas das minhas partes preferidas do site (que faz parte do CBR), Comic Urban Legends Revealed. Aqui, Brian Cronin desvenda os maiores mistérios do mundo das HQs. Jim Shooter começou a escrever quadrinhos aos 13 anos? Nicolas Cage escolheu seu sobrenome por causa de Luke Cage? Jack Kirby desenhou a verdadeira primeira capa de Spider-Man? Esse tipo de coisa. Na coluna direita do site há uma lista de Categories, que linka para várias outras áreas interessantes. Vale a pena dar uma fuçada.

Comics Bulletin - antigo Silver Bullet, o Comics Bulletin é minha outra fonte de informações sobre quadrinhos gringos. Aqui também costumava rolar uma coluna parecida com a do Rich no CBR, a All the Rage, mas depois que reformularam o site não sei onde ela foi parar.

Newsarama - trocentas entrevistas, artigos e previews de quadrinhos americanos por dia. Sabe todas aquelas noitícias sobre HQ que você vê nos sites nacionais? É daqui que elas vêm.

Omelete - meio que dispensa apresentações. Cinema, HQ, videogame e tudo mais. E em português. Para quem não manja de inglês e, por tanto, não pode acompanhar mais da metade dos sites que eu estou postando aqui, é um prato cheio.

Universo HQ - notícias sobre quadrinhos com uma bela ênfase na produção nacional. Site que já rendeu trocentos HQMix ao nosso grande e competentíssimo Sidney Gusman.

Gazeta Esportiva - não gosta de futebol? Azar o seu. Antigamente a Gazeta era um jornal impresso hiper tradicional, mas a mudança para o mundo virtual não afetou a qualidade nem um pouco.

Liga Retrô
- Em uma época distante em que eu ainda tinha dinheiro relativamente (e bota relativamente nisso) sobrando, fui um colecionador despretensioso de camisas de futebol (gringas ou do meu time, o Palmeiras. Com todo respeito aos outros clubes). Pena que naquela época não havia um site como a Liga Retrô, com réplicas de camisas antigas. Por muito tempo só era possível encontrar coisa assim em sites ingleses. Já tenho várias na minha lista de compras: Palestra de 1915, Holanda de 74, Inglaterra de 66...

IGN - Site de variedades. De cinema a quadrinhos, tecnologia e tudo mais. Frequentava bastante quando meu PS2 ainda funcionava.

Gamespot - Apesar de todas as lambanças e a polêmica com a demissão do ótimo Jeff Gertsmann (que, por sinal, eu devia ter comentado por aqui mas deixei passar), ainda é meu site de games preferido. Embora também tenha perdido muito com a saída de Jeff, o podcast On the Spot, feito pela equipe do site ainda é o melhor do gênero.

Jeff Gertsmann is Still Alive - É por falar em Jeff Gertsmann, aqui vai o blog do cara. Notícias e comentários sobre a carreira do próprio e sobre a indústia dos videogames.

Metacritic - Sabe quando você quer ver um filme, comprar um DVD ou jogo, mas não sabe se é legal? Pois é. Como diria o povo do "Casseta e Planeta", seus problemas acabaram. O Metacritic soma a nota de todas as resenhas publicadas pelos principais sites da net e faz uma média. Como se não bastasse, ainda coloca um trecho de cada resenha com link para o texto full.

The Perry Bible Fellowship - A melhor e mais nonsense série de tiras da web. Coisa de gente grande. No sentido inteligente/divertido da coisa. Não no sentido intelectual/moderno da coisa.

Livraria Cultura - Nada se compara a uma visita à Livraria Cultura da Av. Paulista. Folhear dúzias de livros e quadrinhos importados,ouvindo Johnny Cash é o tipo de terapia indicada a qualquer um. Quem não tem o prazer de viver em Sampa City tem que se contentar com a chance de comprar online. Em geral os preços de comics ficam abaixo dos da Devir. O search engine deles não é dos melhores, mas fuçando bem dá até para achar D&D Miniatures a preços bem convidativos (se o governo descobre a mágica...).

Ninjai: The Little Ninja - Uma animação em Flash que começa beeeem tosquinha mas que sobe absurdamente de qualidade no decorrer dos epísódios. A boa notícia é que é de graça e são 12 episodios disponíveis. A má é que a série ainda nao terminou e não existe a menor previsão de quando diabos vai continuar. Mas vale a pena mesmo assim.

E é isso.

Na próxima talvez eu faça uma lista de filmes. Ou músicas. Ou álbuns. Ou quadrinhos. Ei...quem sabe uma de livros de RPG, só pra variar um pouco?

Cheers!

T.

Tuesday, January 29, 2008

Recovering Status: 62%

Ei!

Ok. Fim das comemorações.

Só resta agora juntar os cacos, remendar o que sobrou e reiniciar as atividades. Com a porcaria do Carnaval no meio do caminho.

O jeito é se preparar pra 2008 que - finalmente - começa logo mais.

A não ser na Bahia, claro, onde o Carnaval dura no mínimo 6 meses (os outros 6 vão ser gastos preparando o carnaval de 2009).

Cheers!

T.

Thursday, January 24, 2008

Birthday 1

Yahoo!

Alguém quer saber como vai indo meu dia de aniversário?


E são só 19:11...

Cheers!

T.

Presente de Aniversário: Randar Axeblade

Ae!

Well, hoje é meu aniversário (parabéns pra mim, muitos anos de vida, obrigado, obrigado). E como sei que não vou ganhar porra nenhuma, resolvi dar um presente pra vocês.

Lembram quando eu falei sobre um conto que tinha um trecho que se passava em Khalifor e tudo mais? Pois é. Separei esse pedacinho da história para vocês. Não é muito, mas pelo menos dá para sentir como era Ghallen Forandi, o Conselheiro-Mór da cidade-fortaleza. E apesar do pouco convívio, gostei muito dele.

Mexi pouquíssimo no texto, que é bem antigo. Portanto não me torrem o saco com minúcias, ok? :)

Divirtam-se (assim espero)


Randar Axeblade

Ghallen Forandi olhou pela janela pela décima vez e contemplou as ruas de Khalifor, a cidade-fortaleza. Havia assumido a liderança do Conselho da cidade há mais de dez anos, mas mesmo assim não conseguia se acostumar com o peso do cargo.


Era um homem de ação. Um soldado pouco afeito às intrigas e intempéries a que se submetem os governantes. Tinha conquistado sua atual posição justamente em batalha, ao proteger Khalifor virando manualmente e às pressas na direção sul uma catapulta originalmente contruída para atacar o lado norte. Foi assim que a cidade-fortaleza se defendeu da primeira investida de um pequeno contingente do exército de Thwor Ironfist, o general bugbear.

Preferia mil vezes estar à frente dos poucos batalhões de batedores que visitavam vez ou outra os territórios tomados pelos goblinóides arriscando suas vidas quase todos os dias do que sentado numa cadeira, protegido pelas imensas muralhas, tomando decisões burocráticas que de pouco adiantavam na atual situação.


Paciência. O que mais podia fazer? Era responsável pelo seu povo. Talvez os últimos sobreviventes da ilha continente chamada Lamnor. Podia não estar à frente das tropas, mas era ele e seu exemplo quem mantinham a moral do exército. Mas até quando?


Aos poucos seus pensamentos retornaram ao problema que enfrentava no momento. Não havia sequer dormido na noite anterior. Embora a maioria dos soldados mantivesse o bom humor e a perseverança, alguns poucos já tinham demonstrado abertamente alguma vontade de desistir. Uns poucos haviam abandonado as tropas, fugindo para o continente norte, tentando esquecer os horrores trazidos por uma guerra que não havia sequer ainda começado. Alguns, entretanto tinham reações mais drásticas.


Há quatro noites um destes casos havia acontecido. Um experiente soldado abandonou Khalifor. Parte de seus companheiros tentou impedi-lo. Uns tentaram conversar, outros partiram para atitudes menos nobres chamando-o de traidor e desertor. Para estes não houve chance alguma. Quando ele, comandante de uma das maiores tropas do exército de Khalifor, abandonou o quartel da cidade-fortaleza, cinco corpos haviam sido deixados pelo caminho. Em sua maioria soldados rasos, ansiosos para descontar com justificativa os meses de rígida ordem a que eram submetidos.


O que preocupava Ghallen não era apenas o comportamento estranho do comandante. Havia visto esse tipo de coisa antes em outros tempos. Velhos soldados tendem a perder a razão depois de muito tempo no campo de batalha. Às vezes a enorme quantidade de mortes e a falta de esperança tornam-se um fardo muito maior do que a mente humana é capaz de carregar. O que realmente chateava o Conselheiro-Mor de Khalifor era que não se tratava apenas de um soldado de rica experiência, força e conhecimento. Tratava-se de um amigo.


Ambos haviam entrado juntos para o exército da cidade, numa época em que a guerra era não mais que uma lembrança distante na mente dos artonianos mais velhos. A repentina ascenção de Ghallen os distanciou. Enquanto o novo conselheiro se acostumava com as tarefas que o poder exigia, o outro continuava como um soldado comum, subindo pouco a pouco nos rankings militares sem jamais alcançar as posições que realmente merecia. Em Khalifor, como em qualquer lugar de Arton, a política tinha um papel muito mais presente que a justiça. O conselheiro já havia perdido a conta de quantas vezes havia sido obrigado a indicar jovens nobres e incapazes para posições de destaque tanto do exército quanto do Conselho quando havia pelo menos duas dúzias de oficiais humildes, esforçados e muito mais capacitados merecendo uma chance melhor na vida. Infelizmente, no mundo real este tipo de coisa não acontecia. Ele mesmo havia sido uma exceção, um caso extremo. Quando rechaçou praticamente sozinho o grupo de batedores de Thwor, o povo exigiu sua presença no Conselho. E como sabe qualquer governante com o mínimo de experiência, recusar a vontade do povo é oferecer a própria cabeça numa bandeja.


Do mesmo modo que Ghallen havia sido carregado nos braços do povo, o desertor havia sido condenado. No espaço de poucas horas a história do soldado que havia traído seu próprio povo, deixado a cidade e assassinado ex-companheiros espalhou-se pela cidade. Membros do Conselho passaram a exigir medidas drásticas. Alguns sugeriram a execução imediata do homem. Sem saída, o Conselheiro-Mor prometeu uma resolução para o fato ainda naquela manhã.


Sua idéia era que alguns soldados de confiança partissem em busca do fugitivo. Com a tempestade de neve que caíra nos últimos dias, dificilmente o homem chegaria além da fronteira com Remnor. Amigos, pessoas capazes de trazê-lo de volta sem ferimentos possibilitando que a versão do ex-comandante fosse ouvida.. Talvez desta forma Ghallen pudesse amenizar a pena, salvando a vida do amigo. Neste momento, Hord Slender, um jovem de família nobre que servia como seu principal conselheiro e segundo em comando devia estar conversando com os soldados que Ghallen havia indicado.


Como que adivinhando seu pensamento as portas da sala se abriram. Hord entrou fazendo uma antiga reverência militar que indicava respeito. Um falso respeito, naquele caso. Até as criaturas das mais estúpidas e vis do Ístmo sabiam que o jovem cobiçava a posição de Ghallen. Rondava sempre o Conselheiro-Mor, como uma ave de mau agouro. Mesmo assim, era eficiente em sua função e inteligente o suficiente para não cometer nenhum deslize que o comprometesse irreversívelmente.


Ghallen levantou-se de súbito, aproximando-se do rapaz.


- E então? Fez o que mandei? A expedição já está a caminho?


Hord baixou a cabeça e engoliu em seco.


- Sim e não. Senhor.


Fez-se silêncio na sala. O Conselheiro-Mor olhava fixo para o subalterno que aguardava, talvez, uma reação mais extrema. Hord continuou mais pela vontade de quebrar o mórbido silêncio do que de revelar o que havia ocorrido.


- Nenhum dos soldados aceitou a proposta, senhor. A vontade do povo e a dos soldados é a mesma. Todos querem a execução do traidor.


Ghallen Forandi voltou-se para janela. A essa altura a neve já havia parado de cair. As pessoas, os cidadão de Khalifor deixavam suas casas e iam para as ruas retomando aos poucos seus afazeres.


- Então...não há expedição alguma?


O segundo em comando pigarreou. Quando voltou a falar, sua voz era firme como a de um chefe da guarda que anuncia a chegada de um rei. Seus olhos, entretanto, evitavam os do Conselheiro-Mor.


- Há sim senhor. Partiu há meia hora atrás.


Ghallen virou-se de súbito. Suas mãos calejadas e grossas, herança dos tempos de soldado, agarraram o colarinho do jovem nobre lavantando-o do chão sem o mínimo esforço. Seus olhos faíscavam como uma nuvem de tempestade. Sua voz, no entanto, soava baixa e inalterada.


- De quem foi a ordem?


Hord não se abalou. Ou pelo menos fez o possível para não transparecer o frio que lhe passava pela espinha. Uma fina gota de suor escorreu pela testa do jovem, caindo na mão esquerda do Conselheiro-Mor. Respirou fundo e, quando sua voz finalmente saiu, parecia mais um sussurro.


- Eu ordenei, senhor.


Ghallen soltou o jovem nobre como se fosse um boneco de pano e virou-se de costas.


- O que queria que eu fizesse? Que esperasse até que o povo invadisse o Conselho exigindo a execução? Não podemos correr o risco, Ghallen! Sei que eu e você podemos-


O Conselheiro-Mor virou-se novamente. Em seu rosto um olhar de amargura e um leve sorriso de desdém.


- Eu sei o que você quer Hord.


- O que quer dizer?


- Sei que você não se importa nem um pouco com o que penso, ou o que faço. Tão pouco com meu bem estar. Muito pelo contrário para ser sincero.Todos sabem que na sua mente mesquinha e inexperiente meu lugar é seu por direito. E eu realmente não ligo, garoto. Abriria mão deste cargo e lhe daria de muito bom grado se pudesse. Mas não posso. É meu dever governar Khalifor até que o Conselho e o povo decidam o contrário. Quer você queira quer não.


Houve uma pausa, um silêncio quase opressor na sala. Hord permaneceu parado, os olhos faíscando, os punhos crispados num gesto de raiva contida.


- Só quero que me responda uma coisa: quem partiu na expedição? Quem foi encarregado da captura de Randar Axeblade?


Hord não disse uma palavra. Apenas caminhou lentamente, tirou do bolso uma pequena algibeira e deixou-a sobre a grossa mesa de madeira.. Feito isso, cruzou a sala novamente e saiu pelas portas duplas pisando firme, como se esta fosse a melhor resposta que pudesse dar.


Longe da influência negativa do jovem conselheiro, Ghallen se permitiu relaxar. Sabia que mais cedo ou mais tarde o garoto acabaria causando problemas. Hord era como um cavalo selvagem e inquieto que precisava ser domado vez ou outra. Desta vez, entretanto, o cavalo havia pulado a cerca. E trazê-lo de volta não seria nada fácil.


Intrigado, Ghallen esticou o braço e pegou a algibeira, abrindo-a lentamente. O que viu deixou-o paralisado por alguns momentos. Era um anel negro com um símbolo gravado. Um crânio. Neste mesmo momento um pensamento lhe abateu como um murro no estômago.


Randar Axeblade jamais retornaria vivo a Khalifor.


Cheers!
T.

Wednesday, January 23, 2008

The Killing Joke

Hi!

E o Coringa morreu.

Podia ser o ínicio da resenha de algum arco picareta e caça-níqueis do Homem-Morcego, mas não é. A coisa é de verdade mesmo.

Heath Ledger, o futuro melhor Coringa de todos os tempos no cinema, foi encontrado morto ontem no apê de outra pessoa, cercado de pílulas. O que é mais que triste. É um saco.

O cara tinha 28 anos, uma baita carreira e estava prestes a estourar animalescamente assim que "The Dark Knight" rodasse no primeiro cinema gringo, por volta do meio do ano. E mesmo assim...

Ninguém sabe ainda se a morte foi acidental, se foi suicídio ou abuso de drogas. De qualquer jeito, fica aquela sensação de inconformismo. Não porque era o Heath Ledger, não porque o cara era o Coringa e nem porque é difícil para as pessoas normais entenderem alguém que comete suicídio (embora a hipótese não tenha sido confirmada e embora eu esteja longe de me enquadrar no time das pessoas normais), mas porque sempre vai parecer indecente e estúpido alguém tão promissor morrer tão jovem.

Enfim, é uma pena.

Cheers!

T.

Face Off 2!

Ei!

Só para dar um update na história anterior: deixei um recado no profile do rapaz, que me respondeu muito solícito e retirou a foto.

A real era aquela que todo mundo pensou mesmo. O cara foi fazer um fake, saiu catando foto aleatória na net e achou a minha legal.

Paranóia pega e eu não sabia...

Cheers!

T.

Tuesday, January 15, 2008

Face off!

Yo!

Vieram me alertar no orkut que um cara anda usando uma das minhas fotos no seu perfil. A grande questão é: por que diabos alguém ia colocar uma foto minha? E querem saber? É a segunda vez que fazem isso!



Enfim...só consigo imaginar dois motivos: falta de criatividade ou admiração doentia.

Prefiro a primeira.


Cheers!

T.

Monday, January 14, 2008

De Grão em Grão...

Ahoy!

Uma das poucas coisas que resolvi na virada de ano foi que, ao menos em janeiro, queria colocar pelo menos um post por dia durante o mês inteiro.

Por causa de baladas e outros compromissos de importância vital relativa vi que não ia dar certo. E aí resolvi mudar para "31 posts no mês independente da quantidade de posts diários". Mesmo assim ainda estou defasado.

O principal era não apelar para posts inúteis, sem o menor significado, só pra fazer número, sabe?

Mas acho que agora já é tarde demais.

Well...só faltam dois para igualar o placar;)


Cheers!

T.

Nerdy Shirts

Doh!

É engraçado como nos últimos tempos ser nerd tem se tornado uma coisa cool. Não pra qualquer nerd, claro. Só para os nerds que são cool. Assim...tipo eu mesmo.

O tipo de nerd que fica em casa engordando, comendo cereal enquanto assiste a sétima temporada de Arquivo X em DVD continua em baixa ( mesmo porque, qualquer temporada de Arquivo X depois da quarta sucks big time). Mas nerds de coração que têm o privilégio de uma vida social e sexual ativa sem perder o gosto por um bom seriado, miniatura de D&D ou quadrinho escrito pelo Garth Ennis estão em alta, babe!

Na balada que eu frequento há uma pichação na parede do banheiro onde se pode ver um óculos de aro grosso, um d6, um controle de videogame e a frase 'Nerd Pride".

Ao me ver com a camisa do Justiceiro, o segurança do pub onde eu tocava veio me perguntar se onde eu comprei a minha não tinha do Lanterna Verde também. Lógico que ele não sabia quem era o Hal Jordan, mas achava "da hora" o "lanterna negão".

Por isso que eu digo: nos anos 00 ser nerd é ser moderno. Ou ser moderno é ser nerd. Algo assim.

Sendo assim, resolvi compartilhar com vocês um site ótimo que meu amigo Richard Garrell me passou esses dias: Nerdy Shirts! Nada como ser um nerd com estilo.

Cheers!

T.

The Humans Are Dead

Ei!

A melhor música de 2007, interpretada pelos caras da série Flight of the Conchords (exibida na HBO...que por sinal não tem no meu pacote da Net).

O esquema é prestar atenção na letra.



Cheers!

T.

Friday, January 11, 2008

Seres from Hell!

Heil!

Meu amigo Wallace Garradini pediu em seu blog Observatório do RPG que todos os possuidores da grande obra do RPG de 2007, Seres do Inferno, se manifestassem. Talvez fosse uma piada. Talvez ele pensasse que ninguém possuía a obra máxima do satananismo de interpretação. Pois bem.

Ele estava enganado.


Bwahahahahahahahahahahahaha!

Cheers!

T.

Ps. este post é uma piada. Nenhum animal, virgem, demônio ou diabrete foi ferido durante a elaboração deste post. Qualquer semelhança com fatos, pessoas, sites ou qualquer outra coisa que pareça de verdade é mera coincidência.

Tormenta na Rolling Stone!

Hey!

Só hoje me caiu nas mãos a revista Rolling Stone do mês de janeiro e, com ela, uma mais do que agradável surpresa: a resenha de "O Crânio e o Corvo" na seção "Guia".

Tudo bem, foi eu mesmo quem entregou o livro em mãos na redação, mas foi surpresa mesmo assim porque "romance medieval baseado em RPG" não me parecia, a princípio, algo que se encaixe exatamente no perfil dos livros normalmente resenhados na revista. Mas não é que encaixou?

Pra quem não sabe, a Rolling Stone é uma marca de reputação mundial e a grande autoridade no que diz respeito à cultura pop. Saber que uma quantidade gigante de pessoas que nunca tiveram contato com o nosso material vai, no mínimo, passar os olhos pelo nome "Tormenta" nem que seja por alguns segundos, já me deixa feliz.

É um fato que é importante não só pra gente, mas pra todo mundo que produz RPG de qualidade no país. Conseguir exposição num meio desses, só ralando mesmo...

Ah sim! Pra quem ficou curioso pra saber a nota do livro: 4 estrelas de 5. Dá pro gasto, não?

Abaixo um trechinho da resenha de Marcelo Ferlin Assami:

"Com a manha de saber narrar cenas de ação, e em vez de baixar a cabeça para Tolkien, Caldela parece beber de Shakespeare: o herói e o vilão são figuras trágicas e os coadjuvantes são tipos espirituosos e fanfarrões, a guerra é suja e sangrenta e a vida tem mais cheiro de estrebaria do que da corte dos elfos."

Tem dias que fica difícil manter a humildade...;)

Cheers!

T.

Thursday, January 10, 2008

O Diário do Hulk

Rrrraaar!


Embora a notícia tenha sido dada há três meses, só hoje fiquei sabendo do fim (provisório ou não, ninguém sabe) dos updates em um dos sites mais divertidos que encontrei até hoje: HULK'S DIARY THAT IS ON THE INTERNET. Ou, pra simplificar, o Blog do Hulk.

Criada pelo roteirista Kevin Church, a página não era uma fonte de informações normal sobre o personagem, como outros tantos sites de fãs que a gente vê por ai. Era verdadeiramente um blog (em teoria) escrito pelo próprio Hulk!

Sem dúvida uma grande perda para o mundo dos blogs!

Para a sorte de que não leu na época, ainda é possível acessar os arquivos da página através deste link.



Cheers!

T.

Monday, January 07, 2008

A Queda de Lenórienn

Howdy!

Uma das partes que eu mais gosto dentro do cenário de Tormenta é a Aliança Negra. É legal saber que, pela insistência do povo que pede um suplemento à respeito e pela dedicação da galera que produz material próprio, esta faceta de Arton também é a preferida de muita gente.

Existe uma pá de coisa relacionada ao terrível exército comandado por Thwor Ironfist que me atrai. Curiosamente, o único texto meu que trata de algo diretamente ligado a ele (tirando os textos descritivos dos Guias) é o conto "O Cerco". E mais nada.

Há muito tempo, muito antes de "O Inimigo do Mundo", comecei a escrever algo que eu imaginava que um dia podia se tornar um romance. E a história, embora não se prendesse somente a isso, esbarrava em Khalifor em seu perído pré-queda. Pena que eu imaginei errado e o texto não virou sequer um conto (mas tá aqui no meu HD, devidamente guardado).

Além desse texto havia um outro que cheguei até a postar na Lista Tormenta, se não me engano. Uma espécie de micro conto relatando a última investida do exército de Lenórienn contra a Aliança Negra, narrada do ponto de vista de Khinlanas, o rei élfico. Alguém se lembra disso?

Pois bem. Ontem, fuçando nos meus arquivos resolvi ressuscitar esse texto e dar uma recauchutada no danado. E como faz muito tempo que não posto nada aqui que tenha relação direta com Tormenta, resolvi mostrar o resultado pra vocês.

Quando, inevitavelmente, um suplemento sobre a Aliança Negra sair, é muito provável que este seja o conto introdutório.

PS. não liguem para o título. Foi a única coisa que me veio na cabeça.


Eyes of a King

Khinlanas, o Eterno, olhou fixo para o campo de batalha ao longe. Com um gesto, ordenou que a linha de soldados à sua frente permanecesse imóvel.

Dali, não conseguia ver ou distinguir muita coisa. Era apenas um amontoado de guerreiros, sangue, armaduras e espadas chocando-se incessantemente. Vez ou outra uma bola de fogo ou o flash de um relâmpago. Um inferno vermelho e verde que parecia não ter fim.

"Séculos de estudos e disciplina" - pensou o rei dos elfos - "E agora nos resumimos a isso ".

As torres, os palácios, tudo o que havia de mais belo na cidade de Lenórienn havia sido destruído pelas grotescas catapultas hobgoblins. As árvores queimavam e tombavam, espalhando suas chamas inclementes pela floresta e levando consigo os inocentes que encontrava pelo caminho. Eram como enormes piras sacrificiais enviando as almas dos elfos mortos para sofrer no reino de Ragnar, deus da morte e dos goblinóides.

Em toda a história de Arton, nunca um regente havia defendido tanto a superioridade e o orgulho dos elfos quanto Khinlanas. Para ele, a tão temida Infinita Guerra travada contra os hobgoblins era nada mais que um leve incômodo. A vitória era apenas uma questão de tempo.

- Somos os filhos de Glórienn – discursava em meio a taças de vinho nos luxuosos banquetes da nobreza – Somos sua espada, seu arco e sua flecha. Somos os escolhidos. E nada nos fará tombar!

O conflito se arrastou por séculos e séculos sem nunca pender para nenhum dos lados. Ainda assim, o sentimento que pulsava dentro de Khinlanas era o mesmo: mais cedo ou mais tarde, as forças élficas esmagariam o inimigo. Uma raça infeliz de pobres diabos cuspidos em Arton por um deus inconsequente.

O fim da guerra e o extermínio dos hobgoblins certamente tornariam o continente de Lamnor um lugar melhor. O triunfo dos elfos faria com que mesmo os humanos – que haviam virado-lhe as costas, confundindo sua sensatez com arrogância – se curvassem.

Somente com a chegada de Thwor Ironfist, o dito campeão de Ragnar previsto em uma obscura profecia bugbear, a balança finalmente pendeu. Enviado divino ou não, o monstruoso general conseguiu fazer o impossível: uniu as tribos goblinóides sob sua bandeira e esmagou os que se recusavam a marchar com ele.

Afim de conquistar a lealdade dos hobgoblins, Thwor invadiu Lenórienn sozinho, sequestrou a própria filha do regente élfico e deu-a de presente ao líder de seus eternos inimigos.

“Minha filha” – pensou cerrandos os punhos – “De dentro do meu palácio.”

O ato selou a formação da Aliança Negra. Um exército monstruoso e quase infinito composto de criaturas bárbaras e disformes cercando Lenórienn. Como o regente havia previsto em um passado distante, era mesmo apenas uma questão de tempo até que o conflito terminasse.

Khinlanas sabia que teria mais chances se mantivesse suas forças dentro dos limites da cidade. Se todas as energias direcionadas ao conflito fossem utilizadas para manter a defesa – e apenas isso – Lenórienn resistiria.

Mas a raça dos elfos jamais viveria acuada. Não enquanto ele reinasse.

Khinlanas ordenou o ataque total contra as forças goblinóides. Milhares e milhares de elfos marcharam e cavalgaram atravessando os arcos do portão principal da capital élfica, bradando desafios, insultos e preces. Do outro lado, uma força descomunal de fúria selvagem aguardava impaciente.


Khinlanas baixou a cabeça por um instante, os olhos fechados, pensativo. Aos poucos aprumou-se novamente. Com o olhar frio e o ar altivo que haviam lhe acompanhado durante toda a vida, ordenou que seus comandados avançassem.

Eram seus cavaleiros de elite. Os guerreiros mais nobres de Glórienn. A última linha de defesa de Lenórienn. Todos partiram reluzentes em suas belas armaduras prateadas. Desta vez não houve brados, nem insultos e nem preces. Lanças e espadas se erguiam refletindo o dourado do sol de Azgher.

Em instantes, só restava partir o próprio Khinlanas.

Desde que ouvira as primeiras histórias sobre Thwor Ironfist, o regente soube que não havia mais esperanças. Que logo Thwor Ironfist precisaria das máquinas de guerra hobgoblins e que – para isso – os elfos teriam que cair. Soube que muitos morreriam antes disso e que, no fim, ele próprio teria uma morte cruel e dolorosa. Soube que sua cabeça viraria um precioso troféu que minaria a confiança dos poucos elfos que restassem e que se tornaria o estandarte maior da vitória goblinóide.

Mesmo assim não se importava.

Durante todos aqueles anos, não lhe faltaram planos e alternativas de fuga capazes de salvar parte de seu povo antes que a catástrofe acontecesse. Uns ele mesmo havia elaborado. Outros haviam lhe sido propostos por conselheiros ou apresentados por rebeldes pacifistas. E Khinlanas recusou-se a colocar qualquer um deles em prática.

Preferia morrer, condenar sua própria raça e sofrer uma eternidade de torturas no reino do deus de seus inimigos a viver e admitir que os elfos, enfim, não eram superiores a ninguém.

Com um firme puxão de rédeas, Khinalanas cavalgou veloz em direção ao campo de batalha. Espada em punho, de encontro à morte.



Cheers!
T.

Sunday, January 06, 2008

Tormenta Podcast #2 - O Retorno

Ei!

Sei lá por que o podcast saiu do ar no link que eu tinha postado antes. Pois bem, aqui vai o novo:

Tormenta Podcast #2 - Contém Spoilers!



Mesmo assim vou falar com o povo da Jambô se não dá pra colocar no server deles, permanetemente.

Cheers!

T.

Saturday, January 05, 2008

Scotch/Mis_t

Oy!

Pra quem não sabe, na virada de 2007 pra 2008 o Radiohead (uma das minhas bandas favoritas) liberou na web um vídeo de 52 minutos com versões ao vivo de todas as músicas do último álbum da banda, "In Rainbows".

Se você curte Radiohead, pode ir sem medo. Se não conhece, é uma boa hora pra tentar. Se não gosta, passe reto e não me encha o saco. :)

Enjoy!



Cheers!

T.

Thursday, January 03, 2008

4E!

Huh!

Não...ainda não é hoje que vocês vão mer ver falando da quarta edição do D&D. Minhas longuíssimas férias longe do RPG ainda não acabaram e eu tô mais por fora que bunda de humano usando calça de anão (Haahahaha...eu sou demais!).

Mas enfim, um dos desenhistas responsáveis pelos concepts da nova edição resolveu soltar alguns sketches pra galera. Muito legais, aliás.

Quer saber mais? Não olhe pra mim.

Ao invés disso dê uma olhada no Área Cinza, casa do nosso amigo Rocha. Aproveita e deixa um comment, pede um dinheiro emprestado, toma um cafezinho...

Cheers!

T.

Sessão Pipoca

Hola!

Não sei exatamente o que acontece: ou tô ficando muito velho e chato ou ir ao cinema acabou virando uma experiência de muita paciência reservada, a pessoas iluminadas e com muito mais sernidade do que eu.

Ontem fui com alguns amigos a um desses Cinemarks da vida assistir "30 Dias de Noite". E vou te falar: no mínimo pelos primeiros 40 minutos o filme foi uma verdadeira tortura. E não porque a adaptação era ruim (pelo contrário) mas por causa do povo chato que frequenta as salas de cinema.

Tudo bem, era quarta-feira, dia de desconto (paguei 12 reais) mas normalmente uma entrada em um cinema dessas grandes redes custa 18 reais. O que por si só, para um cara honesto como eu que se recusa a falsificar carteirinha de estudante para pagar meia, já é uma bica. Agora você imagina desembolsar essa grana toda para assistir um filme ao som de saquinhos de pipoca, gente mastigando, risadas e conversas de nerd que resolvem resumir para o amigo mais próximo todas as edições da obra original em quadrinhos para que ele entenda exatamente o que mudou e o que não mudou. Na boa? É um saco.

E olha que estamos falando de um filme que não é blockbuster e já está em cartaz faz um tempo. Tenho pena de quem, na época, tentou encarar "Piratas do Caribe 3" em algum shopping durante um fim-de-semana.

Tá, eu sei, na verdade sempre foi assim. Mas até pouco tempo atrás a gente não tinha tanta opção de qualidade, certo? Tenho em casa umas caixas de som legais, com um subwoofer ninja. Meu monitor não é widescreen e nem LCD, mas tem 17' e ja quebra o galho. Minha placa de video é uma GeForce 6800. Se você somar a isso o fato de que tendo paciência para esperar só um pouquinho posso baixar o filme em ótima qualidade em cerca de - sei lá - umas duas horas ou enquanto tô na balada me divertindo, não fica muito difícil imaginar porque tem gente preferindo ficar em casa para ver sua película favorita ao invés de ir pra rua gastar dinheiro e se irritar.

É uma pratíca que para mim tem se tornado já meio comum: baixo, assisto, deleto e, se gostar, compro o DVD (caso de "Sunshine", do Danny Boyle, que deve ir parar na minha prateleira muito em breve).

Alguém quer saber sobre o filme? Ok.

Na real, curti "30 Dias de Noite".

Apesar de não mudar a vida de ninguém (e - é claro - nem se propôr a isso), é um filme bem trabalhado e que - se não inova - pelo menos foge um pouco de alguns clichés técnicos de filmes de ação/horror dos últimos anos. Não há sequências de luta estilo Matrix nem acrobacias insanas com veículos pegando fogo e coisas do gênero. As brigas são crus e bem brutais . O difícil é enxergar algo com a câmera tremendo loucamente, mas o efeito é legal mesmo assim.

Algumas transições de tempo não me agradaram muito e a sensação de que o que acontece no filme em um mês podia muito bem caber em uma semana ainda não me abandonou. Mas são críticas que, de certo modo, também servem para a versão original em quadrinhos. Aliás, o filme se sai muito melhor que a versão impressa. Um caso bem raro, diga-se de passagem.

Acho que é isso.

Ah, sim! Sabem qual a pior? Não vai demorar muito pra eu voltar a ter a mesma experiência traumática. "Cloverfield" tá chegando e eu não tô muito afim de esperar pra assistir.

Fazer o quê? Talvez eu leve um pedaço de plástico bolha pra ficar estourando durante o filme. Pra não me sentir tão deslocado, sabe? No fundo é todo mundo meio masoquista mesmo...

Cheers!

T.

Wednesday, January 02, 2008

End of Days!

Hey!

Well...o Reveillon, que correu o sério risco de se transformar numa catastrofe frustante e tediosa devido a suposta falta de opções, acabou se configurando em uma agradável e divertida surpresa.

Três festas em cerca de 9 horas, uma quantidade insana de vodka, uma amnésia parcial mas inofensiva e uma boa quantidade de fotos que provam que a coisa toda realmente aconteceu.

Uma delas ilustra bem qual foi o tom da comemoração:


Da esquerda para a direita: Marcos Issler (também conhecido como "El Tico"), Mr. Derrick Green (vocal do Sepultura, pra quem não sabe) e o glorioso Doutor Careca.

Scary, huh?

Cheers!

T.

Sunday, December 30, 2007

Just Give Peace a..a...a...what?

Happy New Year guys (and girls)!

Eu ia agradecer o apoio, desejar uma pá de coisa, mas foda-se.

Meu aniversário tá chegando. Quem sabe o povo manda presente e eu agraço com mais entusiasmo?

Cheers!

T.

Monday, December 24, 2007

A Merry Xmas...

...and all that shit.


Pelo andar da carruagem o ano que vem já vai começar dando trabalho.


Cheers! (ho-ho-ho!)

T.

Monday, December 10, 2007

Drink Up Me Hearties, Yo Ho!

Ahoy!

Faz algum tempinho trombei com um site que disponibilizava material de Tormenta escaneado (ilegalmente). Uma coisa que me chamou a atenção, porém, é que não parecia exatamente um site de nerds-pseudo-revolucionários-contra-o-sistema, mas uma coisa meio de fã para fã. O que ajuda, explica, mas também não justifica. Pirataria é uma coisa bem complexa.

O que eu fiz foi deixar um recado para o dono do site, dando uma força no que diz respeito ao material publicado pela Talismã (afinal de contas, eles nao me pagam mais direito autoral) mas pedindo para evitar o material da Jambô, já que uma parte do que eu ganho todo mês vem exatamente das vendas destes livros.

O dono do site deixou um recado aqui no blog alguns posts atrás. Como ainda não tinha rolado a disposição de escrever um post longo (porém necessário) como esse até agora, vou aproveitar para comentar.


Amigo Trevisan,
(sou fã do cara e tô chamando ele de amigo..hehehe)

Agradeço o apoio e incentivo para publicarmos o material da época Talismã/Melody.
Pretendo adicionar mais conteúdo desta época, para o blog.

Quanto ao material recente, publicado pela Jambô... Informo que não tenho intenções de prejudicar o trabalho do "Trio Tormenta", o qual admiro. Por esse motivo, caso você prefira, irei remover esse conteúdo.

Vale mencionar que por causa dessas versões digitais, muitos começaram a conhecer o RPG e até compraram a versão impressa.

Lembro que o blog não comercializa seu conteúdo, se reservando apenas em compartilhar "arquivos" encontrados na internet.

Desta forma, não sei se trata propriamente de pirataria...mas isso é assunto para outros comentários.

Abraços e obrigado por suas boas idéias,

att,
Freeman!


Como eu disse, trabalho de fã para fã...mas que é sim pirataria. Mas antes de colocarmos nosso amigo (por que não?) Freeman para andar na prancha, vamos analisar alguns fatos sobre pirataria que normalmente são esquecidos.

O lance do "arquivo como propaganda" é real, e não histórinha de pirateiro tentando justificar seus atos. Experiência própria.

Na época em que trabalhava na Mantícora comecei a baixar duas séries em quadrinhos gringas: The Walking Dead e Invincible. Na época, um rapaz chamado Renato queria diversificar os produtos da editora com a publicação de quadrinhos. Mostrei algumas edições dos dois trabalhos e ele adorou: ficou combinado que íamos tentar trazê-las para o mercado nacional. No fim das contas ele acabou saindo da Mantícora, mas tanto Invincible quanto The Walking Dead saem hoje em português pela HQManiacs graças ao Renato e aos meus arquivinhos piratas.

Ainda esse ano passei pela Livraria Cultura da Paulista e vi um encadernado capa dura com as doze primeiras edições (gringas) de The Walking Dead. Paguei 70 reais e levei pra casa mesmo já tendo lido. Mesmo tendo todos os arquivos digitais no meu HD.

Outra coisa: pouca gente tem saco de ler na tela do computador. Eu já cheguei a ter sei lá quantos giga de material de RPG em pdf. Quantos desses livros eu efetivamente li, de cabo a rabo? Nenhum. A maioria, na real, eu baixava ou por curiosidade ou por saudosismo. É mais uma questão de poder mandar um mail pra um amigo e dizer "cara, você não acredita no que eu baixei ontem!" do que de realmente precisar ou aproveitar o material baixado.

Mais uma: nem todo mundo tem internet rápida. E como eu disse lá em cima, ler no micro é um saco. Ou seja: o impacto nas vendas, pelo menos para a gente, não é exatamente uma catástrofe.

Se fosse só isso, seria uma maravilha. Mas existem, óbviamente, outras questões.

Poucos leitores sabem como funciona exatamente o pagamento dos autores no caso de direitos autorais. Pois bem. Autor de livro em geral recebe 10% do valor de capa para cada exemplar de livro vendido. Se há mais de um autor, a porcentagem é dividida. Pois digamos que amanhã saia um novo suplemento de Tormenta chamado "Kobolds e Carrapatos", escrito por mim, pelo Saladino e pelo Cassaro, e que o preço de capa seja 30 reais. Aplicando a porcentagem temos 3 reais que serão dividos por 3. O que dá a fantástica quantia de UM REAL para cada autor a cada exemplar de livro vendido.

Se você considerar o trampo que dá criar e escrever o tipo de material que a gente escreve fica fácil concluir que a grana é ridícula. Mas hey, ninguém enfiou uma arma na minha cabeça e me obrigou a ser escritor de RPG certo?

A conclusão mais fácil é culpar as editoras por embolsarem a grana que a gente devia estar ganhando, mas a coisa não é tão preto no branco assim. O custo de um livro é elevado. O papel sobe o tempo inteiro. A tinta da gráfica sobe. Distribuição não é exatamente uma coisa barata ou fácil de se lidar. E por aí vai.

O esquema de porcentagens é o mais justo na real: se você vende pra cacete, ganha dinheiro pra cacete. Se não vende, fica de mãos abanando. Sem esquecer que quem realmente corre o risco de tomar prejú é a editora que bancou o material. No fim das contas, dentro de um mercado do tamanho de uma ervilha como é o do RPG brasileiro, a gente até que vende bem. Não gosto de cravar dados sem ter um apoio formal, mas informalmente sei que - por incrivel que possa parecer para os detratores e puritanos de plantão - Tormenta vende mais que Forgotten.

Tudo isso é pra dizer que, se por um lado existem todos os fatos legais da pirataria que eu citei no começo, o realzinho que vai embora quando alguém baixa o livro e desencana de comprar é meu. É pouco, não dá pra pegar um metrô em Sampa ou comprar um Halls na Paulista, mas é meu e - embora tenha sido divertido - eu trabalhei por ele.

De qualquer forma, o intuito desse post não é fazer uma declaração anti-pirataria porque, como eu disse, é um assunto complexo. Existe todo um comportamento moralista velado no meio do RPG, em que ninguém baixa nada e no qual o assunto pirataria é mais censurado que filme brasileiro na época da Ditadura (embora existam, sim, pessoas que realmente não baixam nada ilegal), mas acho que seria hipócrita e escroto da minha parte simplesmente sair proibindo e dando tiros pro alto quando visse um site com material meu para download quando eu acabei de baixar o CD extra do novo trabalho do Radiohead e continuo acompanhando minhas séries em quadrinho preferidas via DC++.

A única exceção que eu faço é à edição de "O Inimigo do Mundo" que caiu na rede, pelo simples fato de que é uma versão preliminar, com diagramação ruim, sem a última revisão e que não faz jus à versão final. Além disso, romances de fantasia inspirados em RPG e do porte que a gente vem publicando ainda fazem parte de um território meio inexplorado, onde cada livro vendido realmente conta de verdade.

No que diz respeito ao resto da material, acho que vai da consciência de cada um botar no ar ou não.

Agradeço ao Freeman pela consideração e por ter colocado as Revistas Tormenta no ar. É mais fácil consultar em pdf do que fuçar minha pilha de revistas.

Cheers!

T.

Monday, December 03, 2007

Agradecimentos...

...ao povo gaúcho e aos times do Internacional e do Grêmio por terem torcido e colaborado para colocar o povo da marginal sem número no devido lugar. A série B.

Enjoy the ride gambazada!

Cheers!

T.

Tuesday, November 27, 2007

HQ&CIA - A ENTREVISTA

Yo!

Para quem não assistiu no dia ao vivo: http://video.google.com/videoplay?docid=4334067535054275073

Cheers!

T.

Thursday, November 22, 2007

Laboratório Live!

Na verdade, quase isso.

No sábado, às 15hs estarei ao vivo no programa HQ&CIA, comandado por César Freitas, transmitido pela AllTV. A atração já contou com conhecidos do público de RPG, como Rod Reis e Marcelo Cassaro. Durante a entrevista vai ser possível enviar perguntas através de chat e coisa e tal.

Contamos com a audiência de vocês.

Site da AllTV: http://alltv.ig.com.br/main/_site/index.php

Arquivo do HQ&CIA (com todas as entrevistas): www.hqcia.com

Grupo do HQ&CIA no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=29325196


Cheers!

T.

Wednesday, November 21, 2007

Dr. DJ!

Hey!

Essa é para o povo da balada de São Paulo:

Neste sábado, dia 24 de novembro, estarei discotecando as melhores músicas do cancioneiro internacional de acordo com minha nada humilde opinião.

A festa começa por volta das 23:30 (único horário aconselhado pra quem quer chegar e entrar semesperar uma hora e meia na fila. É sério.) até as 02:00. Na sequência assume o já notório Mr. Guab, residente do pico.

O local é minha segunda casa, o Milo's Garage (endereço e informações no link).

Todos são bem-vindos. Mulheres têm preferência.

Cheers!

T.

Friday, November 16, 2007

Dirty Motherfuckers Blessed by God

Hey!

Ontem me deu vontade de mostrar "A Balada do Triste Fim", conto escrito por este que vos fala e posteriormente publicado na Revista Tormenta. O problema é que eu perdi o arquivo original e a revista não tava comigo. Aí fiz o que qualquer pessoa sensata faria: fui procurar no goolge pra ver se alguém tinha colocado a história em algum blog ou coisa do gênero.

Acabei achando a edição em pdf (baixei e salvei, o que não deixa de ser irônico) mas também achei outra coisa que me deixou ben puto: um site de um grupo evangélico roubou um trecho do conto, mudou duas ou três palavras e postou em seu próprio site sem créditos, sem nada.

Embora não seja uma postura saudável pra um autor assumir publicamente, eu - até certo ponto - não ligo quando alguém põe algum conto obscuro meu numa página pessoal (mas cada caso é um caso, que fique bem claro). Desde que se coloque os créditos, aonde foi publicada, etc etc. Quando é feito desse jeito não deixa de ser um tipo de divulgação.

Agora, fazer o que esses caras fizeram é estúpido, maldoso, desrespeitoso, criminoso e mais uma porção de adjetivos não aconselháveis para menores. E vindo de gente que, dada a formação religiosa, deveria prezar muito mais o direito, o bem-estar e a integridade do próximo.

O problema maior é que não dá pra fazer muita coisa, já que o tal site não é atualizado há 3 anos.

De qualquer forma, aqui vai o endereço: http://br.geocities.com/je_agape/hist_francis.htm

O primeiro que explodir o site ganha um demônio da Tormenta em tamanho natural e em pleno funcionamento (requer 40 pilhas AAAA).

Cheers!

T.

Wednesday, November 14, 2007

Tormenta Podcast #2!!!

Ahoy!

Na última semana estive hospedando o Leonel (Caldela) por aqui antes e depois de nossa proveitosa e divertidíssima viagem para o II Encontro de RPG de Araraquara, interior paulistano.

E já que não tinha nada pra fazer mesmo, resolvemos gravar o segundo podcast de Tormenta, direto do laboratório do Dr. Careca.

Nessa meia-hora de gravação, além de falar muita bobagem a gente aproveitou para responder algumas dúvidas sobre "O Crânio e o Corvo" postadas no fórum da Jambô.

O que me leva a um esclarecimento importante: O PODCAST CONTÉM SPOILERS! MUITOS! MILHÕES DELES! UMA VERDADEIRA INFECÇÃO DE SPOILERS!

Todo mundo avisado? Ótimo. Não quero ninguém me enchendo o saco depois. Se você não leu o livro, faça um favor a si mesmo e compre a porcaria do romance...e só depois volte aqui pra baixar essa birosca, entendido?

Link: Tormenta Podcast #2


Cheers!

T.

Tuesday, November 13, 2007

Big Fucking Update...

...amanha. Ou depois.

Era pra ser hoje mas nao parei em casa e to quebrado.

E a porcaria do meu micro tá sem acento circunflexo e til sei lá por que.

Ah sim...junto com o update vem algo que todo mundo tava esperando faz um tempo.

A paciencia é uma virtude que eu nao tenho, mas voces vao ser obrigados a ter. :)


Cheers!

T.

Thursday, November 08, 2007

2 Busy 4...

...posting.

But I'll be back soon.

Cheers!

T.

Tuesday, October 16, 2007

Braaaaaaaaains!

Uuuurrrr!

Aproveitando o mês de Halloween, fiz um zumbi! E arrumei um profissional pra colorir dessa vez...


Ah sim! O rei das cores aí é o Danilo Martins, também conhecido como "Terrificatio" no fórum da Jambô.

Cheers!

T.

Thursday, October 11, 2007

Tormenta Podcaaaaast?

Ahoy!

De um usuário anônimo:

"Nem têm muito a ver mas... queremos mais podcast de Tormenta!"

JM: Greeeaaat! Eu também! Pena que eu dependo do Leonel. Que tal entupir o scrapbook do Orkut dele pedindo para o desgraçado criar vergonha na cara e combinar a gravação comigo?

Cheers!

T.


Monday, October 01, 2007

Metal is the Law!

Hurra!

Vai aí um desenho que fiz ontem, em homenagem ao bando de metaleiros ensebados que vi vagando pra lá e pra cá na Expo Music no domingo.


Cheers!

T.

Thursday, September 27, 2007

Halo 3 is Out...

...and I don't give a fuck about it.

Cheers!

T.

Tuesday, September 25, 2007

G-Files

Hola!

Ontem, dia 24, foi aniversário do nosso grande Greg (que tem sido muito citado ultimamente por aqui). Para não deixar passar em branco, aqui vão algumas raridades que encontrei entre as minhas papeladas ontem. São originais que, aposto, nem ele se lembra mais. Os primeiros são sketches de personagens de uma graphic novel que a gente queria fazer, mas acabou não indo para o papel (com direito à única página esboçada). O último é um vampiro - ou algo parecido - bem no estilo que consagrou o rapaz entres os fãs da Daemon e da Dragão Brasil.

Enfim, parabéns meu velho!



Cheers!

T.